Com o tema “Braford Pitangueira – Vai bem o ano todo”, a campanha publicitária da Pitangueira ilustrará o mês de julho do calendário 2017 da Associação Brasileira de Braford e Hereford. Criada pelo Grupo Publique, a peça destaca as conquistas da Pitangueira na pecuária brasileira. O criatório é um dos maiores vendedores de touros taurinos do Brasil, tem mais de 30 anos de seleção e 10 anos consecutivos de conquistas nas exposições.

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A Pitangueira direciona seu trabalho de seleção para produção de touros, além de produzir a Carne Pitangueira, que, no momento, é comercializada no Rio Grande do Sul. A edição 2016 do Sumário da Conexão Delta G traz quatro touros jovens da Pitangueira entre os 10 melhores classificados, incluindo o Campeão e o Vice. Já entre as fêmeas, das 50 melhores, 14 são do criatório.

Seja na monta natural ou na inseminação artificial, os touros são peça importante na estação de monta, que em muitas regiões do país está começando. O cuidado com o manejo, sanidade e nutrição desses animais é que vão garantir uma vida útil de serviço mais longeva. Como um reprodutor consegue trabalhar em média cinco anos consecutivos, pode deixar ao longo da vida uma prole de cerca de 150 bezerros.

A parte nutricional também é decisiva do desempenho reprodutivo das fêmeas. Na Fazenda Cibrapa, em Barra do Garças/MT, que pertence ao Grupo Carpa, as 10 mil fêmeas e os 320 touros selecionados para a estação de monta recebem cuidados extras na alimentação para que estejam em ótimas condições corporais e possam render muitos bezerros no final da estação de monta.  As vacas de primeira cria são consideradas o grande gargalo dos índices produtivos de uma estação de monta. Nesta fase da vida do animal os nutrientes são distribuídos preferencialmente para produção de leite, crescimento e, por último, reprodução. Este fato faz com que os índices de concepção da categoria sejam bastante baixos. “É preciso garantir uma boa condição corporal para as novilhas que serão emprenhadas, pois essa estratégia é essencial para que estas futuras primíparas possam ser trabalhadas rapidamente e de forma eficaz na estação de monta subsequente. Elas precisam continuar ganhando peso para chegarem em boas condições na estação de monta”, explica Marcos Junqueira Cardoso, administrador da Fazenda Cibrapa. A Carpa Serrana completa 45 anos de seleção em 2016.

Para evitar problemas de fertilidade, as fêmeas da Carpa Serrana recebem uma suplementação específica a partir de novembro, o que continuará até o final da estação de monta, em fevereiro. Aliado a isso, é com o bom pasto da área de Integração Lavoura-Pecuária da Carpa Serrana que a vacada terá a alimentação necessária para este período. Consorciado com a soja foi plantado o capim Brachiaria Ruziziensis, que comporta bem em solos de fertilidade média a alta, como os de lavoura.

Como existem animais que param de se alimentar quando estão acasalando, o monitoramento frequente dos touros durante o serviço ajuda na adoção de um manejo nutricional correto. A alimentação deve ser ajustada, seja por meio de pastagens cultivadas de melhor qualidade, reserva de feno em pé ou utilização de algum tipo de suplemento. A adequada condição corporal permite fecundar o maior número possível de vacas em um curto espaço de tempo.

O manejo nutricional adotado pela Carpa Serrana infelizmente não é a realidade de boa parte das propriedades brasileiras. Como os pastos não suprem todas as necessidades minerais dos animais é importante fazer a suplementação de forma correta utilizando uma mistura com todos os macro e micro elementos no concentrado. Hoje, as tecnologias aplicadas aos produtos permitem maior eficiência reprodutiva e produtiva, mas a suplementação precisa ser feita de forma estratégica para não acarretar prejuízos. O importante é procurar assistência técnica para definir quantidade que será fornecida ao rebanho e qual o tipo de suplementação.

Sobre a Carpa

Há mais de 20 anos a Carpa realizou o seu primeiro abate técnico. Desde de então, alia avaliação genética com equilíbrios morfológico e zootécnico para obter um Nelore altamente produtivo, de grande desempenho frigorífico, sem perder as características raciais. O criatório tem seu rebanho avaliado pelos programas PMGZ e ANCP.

Na Fazenda Fazendinha, em Serrana, a Carpa trabalha com animais Puros de Origem (PO), focados na seleção de elite. Já na Fazenda Cibrapa, em Barra do Garças (MT), é mantido o núcleo PO com matrizes e receptoras Nelore de FIV, técnica na qual a grife é percursora no País. Todo o rebanho comercial é 100% Nelore.

 

A 3ª Prova de Eficiência Alimentar de Touros Senepol, que acontecerá na Vitrine Tecnológica Universidade Federal de Uberlândia (UFU), está agendada para iniciar em 26 de janeiro de 2017. O período de inscrições dos animais será de 12 a 16 de dezembro. A prova avaliará entre 25 e 60 touros Senepol Puro de Origem. Os criadores interessados devem entrar em contato com Carina, pelo telefone (34) 3228-7924 ou e-mail carina@ufu.br.

Os animais ficarão na Fazenda Experimental Capim Branco, em Uberlândia/MG, até 27 de abril de 2017, para serem avaliados em relação ao consumo alimentar residual, área de olho de lombo, acabamento, marmoreio, ganho em peso, perímetro escrotal. Estas informações serão coletadas para identificar os animais que são realmente eficientes quanto ao aproveitamento dos alimentos. Identificar e fomentar o uso de animais eficientes é de suma importância econômica e ambiental para a cadeia produtiva da carne, além de aumentar o conhecimento sobre o desempenho da raça Senepol.

A aliança vai tornar o projeto “Integrar para Crescer” ainda mais forte em 2017. Os eventos InterCorte, Caminho do Boi, Beef Week e Dia do Produtor passam a fazer parte do setor de eventos do Canal Terraviva, unidade de negócios que será conduzida por Carla Tuccilio.

Credibilidade do jornalismo agropecuário brasileiro somado à expertise em eventos: essa é a receita da união entre Canal Terraviva, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, e Verum Eventos. A aliança é resultado do trabalho realizado conjuntamente pelas duas empresas, ao longo de 2016, na organização e transmissão em rede nacional da plataforma “Integrar para Crescer”, que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da agropecuária, apoiando milhões de produtores rurais em seus desafios e planejamentos.

A confiabilidade do mercado nos agentes faz da fusão entre Canal Terraviva e Verum uma importante novidade para o agronegócio nacional, uma vez que otimiza de forma inédita a comunicação de seus clientes e expositores, tornando a promoção da moderna, eficiente e sustentável atividade agropecuária ainda mais completa ao atingir desde o produtor rural até o consumidor. Nasce assim o Terraviva Eventos.

InterCorte, Beef Week,  Dia do Produtor e Caminho do Boi – com curadoria da Beckhauser –, quatro das principais atrações do setor pecuário no Brasil, passam agora à organização da mais nova empresa do Grupo Bandeirantes, que seguirá coordenada por Carla Tuccilio. “Estamos fazendo justamente o que propõe o “Integrar para Crescer”, integrando esforços em ferramentas de comunicação para levar ao maior número possível de produtores e demais integrantes da cadeia produtiva da carne conhecimento em pesquisa e mercado, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento do setor”, diz Carla.

Além dos consolidados eventos, parcerias com importantes organizações da pecuária, como a Nova Assocon e a Scot Consultoria, permitirão em 2017 que o InterConf e o Confina Brasil, que seguem sob curadoria e realização de seus respectivos fundadores, sejam organizados pelo Terraviva Eventos.

Outra novidade é a participação da “Vitrine de Tecnologia Sustentável”, projeto do governo do Estado de São Paulo realizado pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SSA) e de suas autarquias, o Instituto de Zootecnia (IZ) e Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), na plataforma “Integrar para Crescer”.

Com o objetivo de ampliar ao máximo a difusão de novas tecnologias e práticas eficazes na atividade rural, o Terraviva Eventos insere o “Integrar para Crescer” no cenário internacional. Por meio da Business France, agência de promoção de negócios do governo francês no Brasil, firmou-se parceria com a Sommet de L’Élevage, principal feira da cadeia produtiva da carne na Europa, realizada anualmente na França.

Entendendo a importância do apoio à boa imagem do setor, o Terraviva e a Verum sempre se dedicaram à promoção institucional do agronegócio e o Terraviva Eventos não será diferente. Assim, a campanha “Somos da Carne”, anteriormente promovida pelos parceiros, segue ativa; e a campanha “Orgulho de Ser Pecuarista”, iniciada pela Nova Assocon, passa ao rol de campanhas institucionais promovidas.

Para Eduardo Ramos, diretor do Canal Terraviva, o Terraviva Eventos solidifica e amplia o “Integrar para Crescer”. “Nosso projeto em 2016 foi um sucesso e levou à criação do novo braço de eventos do Canal. A grande novidade, além da fusão, é que, considerando a alta aceitação do público pelo projeto, este ano decidimos atender com o Terraviva Eventos outras áreas do setor agropecuário de modo que a partir de 2017 teremos atividades também na área da agricultura. Estamos muito confiantes e realizados com as perspectivas do novo negócio”, arremata Eduardo.

A Carpa Serrana aproveita os últimos meses de 2016 para intensificar a campanha de comemoração de seus 45 anos de seleção de Nelore. Criado pelo Grupo Publique, a peça publicitária destaca todas as inovações promovidas pela Carpa nessas quatro décadas e meia. O anúncio será veiculado na edição de dezembro da Revista Nelore em página dupla. Para 2017, as comemorações da Carpa se concentrarão em mais uma realização importante: 30 anos ininterruptos promovendo o Leilão Anual Carpa, em Serrana/SP, sede da empresa.

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Sobre a Carpa

Há mais de 20 anos a Carpa realizou o seu primeiro abate técnico. Desde de então, alia avaliação genética com equilíbrios morfológico e zootécnico para obter um Nelore altamente produtivo, de grande desempenho frigorífico, sem perder as características raciais. O criatório tem seu rebanho avaliado pelos programas PMGZ e ANCP.

Na Fazenda Fazendinha, em Serrana, a Carpa trabalha com animais Puros de Origem (PO), focados na seleção de elite. Já na Fazenda Cibrapa, em Barra do Garças (MT), é mantido o núcleo PO com matrizes e receptoras Nelore de FIV, técnica na qual a grife é percursora no País. Todo o rebanho comercial é 100% Nelore.

O Brasil se consolidou como líder mundial nas exportações agrícolas e incorporar novas tecnologias ao setor pode elevar o potencial produtivo do país. Para compartilhar as inovações que vêm surgindo no mercado, especialistas de toda a cadeia do agronegócio participaram nesta quinta-feira (24/11) da primeira edição do Agtech Forum, realizado em São Paulo/SP e que teve como tema central “Os desafios e anseios na utilização de novas tecnologias no campo para impulsionar produtividade e performance”. O evento teve o apoio da Revista AgroRevenda, do Grupo Publique.

Um dos palestrantes foi o gerente de Pecuária da Agropecuária Jacarezinho, Rafael Zonzini, que mostrou como tecnologia e Big Data se conectam com o dia a dia da propriedade. Outros assuntos que fizeram parte da programação do Agtech Forum foram agricultura digital e de precisão, os principais desafios e demandas para intensificar o uso de novas tecnologias no campo, visando a melhora exponencial da performance e produtividade, as transformações organizacionais necessárias para facilitar a adoção dessas tecnologias com menor risco e custo e os desafios da indústria de insumos, traders e bancos.

Promovido pela Informa e Informa Agro, o evento reuniu produtores, cooperativas de agro, multinacionais, investidores, representantes de startups, entre outros. O presidente do Grupo Publique Carlos Alberto da Silva, a coordenadora de Atendimento e Comercial da Revista AgroRevenda Miriam Domingues e Renan Antonelli, do setor de Atendimento da Publique, participaram do fórum.

O presidente da ASBIA, Sergio Saud, declarou ao BROADCAST AGRO, da Agência Estado, que popularizar as técnicas de inseminação artificial na pecuária brasileira e buscar novas aberturas de mercado no Exterior estão entre as metas da entidade para os próximos anos. Para Sergio Saud, o Brasil tem um grande potencial como exportador de genética e aposta na demanda de países, como México, para novos acordos comerciais.

Confira a entrevista concedida no dia 07 de novembro.

Popularizar as técnicas de inseminação artificial na pecuária brasileira, buscar novas aberturas de mercado no Exterior para a genética do País e impulsionar a produção nacional bovina são alguns dos objetivos do presidente recém-eleito da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Sergio Saud, empossado em outubro para mandato até 2019. Em entrevista ao Broadcast Agro, Saud afirmou que, em termos de melhoramento genético, a pecuária brasileira avançou significativamente nos últimos cincos, mas que agora a tecnologia precisa estar mais disseminada entre os produtores. Para ele, o Brasil tem um grande potencial como exportador de genética e aposta na demanda de países, como México, para novos acordos comerciais. No entanto, Saud afirma que 2015 e 2016 foram anos difíceis, principalmente para o setor leiteiro que deve apresentar uma retração significativa neste ano, em termos genéticos. A Asbia representa 95% do mercado brasileiro de inseminação artificial e tem atualmente 32 associados, entre empresas de inseminação artificial, de produção de embriões, de nutrição animal, associações de raça, além de laboratórios envolvidos na área de reprodução bovina.

Broadcast Agro: A partir da sua experiência na diretoria da Asbia desde 2010, quais são as mudanças que você pretende adotar agora como presidente e quais devem ser seus principais objetivos nesta gestão?
Sergio Saud: Eu já ocupava uma posição técnica na Asbia e formávamos uma equipe. O que buscamos é o fomento à técnica de Inseminação Artificial (IA) e vamos sempre procurar desenvolver ações que popularizem esta técnica que tem muito ainda o que crescer no Brasil. Onde o pecuaristas a desenvolve, temos resultados. Temos alguns desafios que entendemos que vão ser positivos para o mercado em geral. Queremos multiplicar os cursos sobre IA, para ampliar a mão de obra competente. Pretendo também iniciar conversações com empresas que produzem nitrogênio líquido, para facilitar a distribuição no Centro-Oeste e Norte.

Broadcast Agro: Como você vê a evolução do uso destas tecnologias de melhoramento genético no Brasil nos últimos cinco anos?
Saud: Evoluiu demais tanto na pecuária leiteira, como na de corte. Uma fazenda de corte que adota a IA, não registra simplesmente um avanço de melhoramento genético, mas também de manejo nutricional e outros fatores que geram resultados de reprodução e isso faz uma grande diferença, em função de toda “arrumação da casa” que se faz. Na leiteira, o uso é mais comum, mas ainda existem falhas na questão de observação de cio das fêmeas. Há ainda uma quantidade grande de vacas com intervalo de partos elevados. Isso causa divergências de resultados na propriedade e um volume enorme de leite deixa de ser produzido. É preciso ter um manejo reprodutivo de uma forma geral mais cuidadoso dentro das fazendas. Além disso, há também muita diferença no País, há regiões com alto uso de IA, como no Sul, e outras com um baixíssimo nível.

Broadcast Agro: Falando sobre a pecuária leiteira, como a Asbia vê a situação dos produtores atualmente, após um período de alta dos custos e de redução dos preços pagos aos produtores que levou a uma forte queda da produção?
Saud: O fim de 2015 e grande parte de 2016 foram uma situação totalmente atípica se olharmos o histórico da atividade, com queda do preço de leite (aos produtores) e alta do custo de produção de forma simultânea e por um período prolongado. Isso com certeza afetou demais o humor do produtor de leite e realmente tornou inviável algumas propriedades com menor capacidade de suporte, para passar esse período de dificuldade, e isso levou a uma retração do mercado. Então, esperamos que deve haver uma queda em 2016 (de IA), não porque o criador deixou de acreditar na técnica e simplesmente deixou de usar tecnologia, mas sim por uma questão de custos. Ele precisou cortar. Ele cortou não só o uso da IA, mas também a nutrição e, muitas vezes, teve de vender o gado. Para 2016, os números oficiais devem sair com o aval do Cepea, nosso novo parceiro, no início de fevereiro. Temos um pouco de reserva com o mercado leiteiro. Torcemos para que não chegue a dois dígitos, mas esperamos uma retração bem forte. O segundo trimestre foi bom para as empresas de genética de uma forma geral no mercado leiteiro, no entanto, quando veio julho, agosto e setembro foram meses difíceis para economia brasileira como um todo.

Broadcast Agro: A pecuária de corte deve seguir esta tendência?
Saud: Na de corte o cenário já é mais favorável. Passamos por um momento mais estável de preço de arroba ao longo do ano, não houve tantos saltos. Recentemente, tivemos uma pequena queda no preço do bezerro, o que para o pecuarista de cria, é um impacto, mas nada muito sensível a ponto de causar desestímulo a quem vinha utilizando as técnicas de IA. Percebemos que continua crescendo a técnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) que é um termômetro, assim como a venda de sêmen também em crescimento. Esperamos um crescimento moderado no segmento em 2016.

Broadcast Agro: O Brasil firmou uma série de acordos de exportação de material genético bovino recentemente como Moçambique, em janeiro deste ano, com Israel, no mês passado, além das recentes negociações com a Índia. Esta busca pelos mercados internacionais, aliás, tem sido uma das prioridades das últimas gestões do Ministério da Agricultura. Como a Asbia tem acompanhado este movimento?
Saud: Há uma procura muito grande por países principalmente do leste asiático. Temos recebido demandas de Bangladesh, da Índia, Paquistão, principalmente de material das raças de gir e girolando (usados pela pecuária leiteira, sendo a segunda um cruzamento entre zebuíno e gado europeu). Alguns países africanos também são mercado alvo para genética brasileira. Há ainda muito o que fazer, algumas negociações para simplificar o protocolo sanitário e tentar reduzir o tramite burocrático. Porém, há agora uma maior visibilidade da genética brasileira. O nelore (zebuíno) já começa a ter uma boa procura em países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia, Paraguai. Temos de dar visibilidade para os negócios que estão acontecendo. Um recente acordo que nos interessa muito foi o da carne in natura para os Estados Unidos. Isso de certa forma traduz que há já outra postura em relação à questão sanitária do Brasil. Se há aval para carne, vai haver para o material genético. Não que os EUA sejam um grande mercado importador para genética brasileira. Agora, um país que está ávido pelo cruzamento de angus com nelore (produção cada vez mais comum no Brasil), para pecuária de corte, e querendo muito nossa genética leiteira de gir e girolando é o México, que segue protocolo sanitário semelhante aos dos EUA.

Jornalista: Camila Turtelli

A carne Senepol foi uma das atrações da primeira edição do “Festival Braseiro”, realizada no último sábado (19/11), em Rondonópolis/MT. O evento serviu ao público presente mais de 2,5 toneladas de carnes entre cortes especiais bovinos, suínos e ovinos, além de frangos e peixes. Entre os apoiadores do Festival, estão os criatórios Senepol Conquista e Senepol Belo Brasil. O evento teve como objetivo divulgar a qualidade da carne produzida no Mato Grosso, Estado detentor do maior rebanho bovino do Brasil.

O público pode degustar mais de 30 cortes de carnes nobres preparados por 150 chefs em 25 estandes ao longo das 12 horas do evento. Foram realizadas demonstrações de diversos cortes e de técnicas como parrilla argentina, fogo de chão, churrasqueira tradicional e defumação, entre outras dicas dadas por especialistas de todo o Brasil. Shows musicais animaram os participantes.

Segundo os organizadores, 70% da renda adquirida com a venda dos ingressos para o evento serão usados na construção de uma padaria na Comunidade Terapêutica Divina Providência, que trabalha para a reabilitação de 32 dependentes químicos e do alcoolismo. A outra parte da renda deve ser revertida para o fomento permanente do festival. A proposta é de que a segunda edição do festival seja realizada em Cuiabá.

 

Ministro afirma que todo o país receberá certificado de território livre da doença com vacinação da OIE, depois de 50 anos de espera

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou em um vídeo divulgado pelo governo federal que o Brasil receberá em maio de 2018 o certificado de território livre de febre aftosa com vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “O Brasil inteiro estará livre”, diz o ministro no vídeo, lembrando que esta é uma luta de mais de 50 anos do País.

Atualmente, a maior parte do Brasil já tem esse status. A exceção é o Estado de Santa Catarina que já é reconhecido como livre de aftosa sem vacinação. No Amazonas, apenas os municípios de Guajará, Boca do Acre e parte de Lábrea e Canutama têm o status de livre da doença com vacinação. Ainda no Norte, a totalidade de Roraima e Amapá não são consideradas zonas livres da doença.

A certificação oficial de que 100% do território nacional é livre da doença, mesmo que com vacinação, pode facilitar a abertura de novos mercados internacionais.

“O Brasil tem um papel muito significativo no desenvolvimento das Américas, por exemplo, contra a febre aftosa, a peste suína clássica, a influenza aviária. Por isso, é muito importante que o País continue a ser tão comprometido com as questões veterinárias”, afirma, no mesmo vídeo divulgado pelo governo, a diretora-geral da OIE, Monique Eloit. Ela esteve no Brasil nesta semana para conceder à empresa especializada em genética avícola Cobb-Vantress certificação para um modelo inédito de compartimentação de aves.

Ainda durante a visita, Monique e Maggi assinaram um acordo de cooperação que dá ao Brasil participação na gestão da OIE. Segundo o Ministério da Agricultura, o acordo prevê o repasse de valor equivalente a 1 milhão de euros (R$ 3,56 milhões) para programas de prevenção à febre aftosa e para melhoramento dos sistemas de auditorias sanitárias privadas. Os recursos são da iniciativa privada e serão divididos em seis parcelas.

O ministério coordenará as ações, que serão executadas a partir de janeiro de 2017, em um programa com duração de dois anos. As medidas devem estar de acordo com as normas do Fundo Mundial da OIE para Saúde e Bem-Estar dos Animais.

O acordo do Brasil com a OIE prevê cinco frentes de atuação: erradicação da febre aftosa nas Américas; apoio à erradicação e prevenção do mormo (doença que afeta os equinos); respaldo aos escritórios da OIE; assistência aos novos países membros da OIE na região, e, contribuição à compra da sede da OIE em Paris, França.

Fonte: Estadão Conteúdo.

No programa Bom Dia Produtor de hoje (23/11), direto da BM&F Bovespa em São Paulo, o jornalista Valter Puga conversou com o CEO da Agropecuária Jacarezinho, Ian David Hill, sobre o que acorreu com o confinamento no ano de 2016, e as perspectivas para a Jacarezinho em 2017. Confira na íntegra.