Com expectativa de fechar o ano com crescimento nas vendas de sêmen bovino no país, a nova diretoria da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) foi eleita na última quarta-feira (26), em Uberaba/MG. O presidente eleito, Sergio Saud, que estará à frente da ASBIA até 2019, acredita que o número de fêmeas em idade reprodutiva inseminadas no país tem condições de saltar dos atuais 12% para 15% ou 16% no prazo de cinco anos. “É um mercado fantástico que tem muito espaço para crescer. Nos últimos anos, tivemos um impulso muito grande no uso da tecnologia com o surgimento dos produtos farmacêuticos para Inseminação Artificial em Tempo Fixo – IATF. O nosso desafio é ampliar o uso da Inseminação Artificial tanto na pecuária de corte quanto na leiteira. No caso dos rebanhos leiteiros, precisamos intensificar ainda mais a técnica, pois atualmente temos ilhas de tecnologia no país. Algumas regiões concentram produtores altamente tecnificados, que já utilizam a inseminação e produzem leite de excelente qualidade. Mas sabemos que isso não é um padrão em todo o Brasil.”, explica o presidente eleito da ASBIA, que é médico veterinário formado pela Universidade Rural do Rio de Janeiro e diretor executivo da CRI Genética.

Segundo Saud, a entidade vem trabalhando junto aos órgãos governamentais e outras entidades do setor no desenvolvimento de programas de fomento do uso da genética melhoradora na pecuária leiteira. Na pecuária de corte, o uso da tecnologia é mais amplo, mas precisa evoluir para índices maiores. “Quando se insemina o rebanho, o ganho é altíssimo e facilmente mensurável, pois, é uma técnica que anda em conjunto com outras tecnologias, tais como gerenciamento de rebanho, melhoria da nutrição e do controle sanitário do rebanho.”, assegura Saud.

Para o diretor Operacional da ASBIA Márcio Nery, além de trabalhar para ampliação do mercado de IA, a nova diretoria dará continuidade aos processos já existentes na entidade, tais como o laboratório de análise de sêmen ASBIA/BIO, localizado em Uberaba, e que entrará em total funcionamento no próximo ano.

Segundo o novo diretor Técnico Luís Adriano Teixeira, outro projeto que terá continuidade é o INDEX Embriões, que está sendo desenvolvido em conjunto com a Sociedade Brasileira de Transferência de Embriões e é um indexador sobre reprodução artificial no Brasil.

Outra proposta é criar cursos de inseminação homologados e padronizados pela ASBIA. “O maior desafio para o crescimento da IA é a infraestrutura. Precisamos de profissionais capacitados para atender esse mercado. Também vamos ampliar a divulgação da técnica mostrando aos pecuaristas quais as vantagens e ganhos que ele tem quando insemina o rebanho.”, diz o novo diretor de Marketing Bruno Grubisich.

Balanço da gestão

Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, que presidiu a ASBIA nos últimos dois anos, apresentou durante a abertura da eleição um balaço da gestão. A ASBIA representa 95% do mercado brasileiro de inseminação artificial e conta atualmente com 32 associados, dentre empresas de inseminação artificial, de produção de embriões, de nutrição animal, associações de raça, além de laboratórios envolvidos na área de reprodução bovina. Esse número de associados subiu 88,2% na gestão de Vivacqua.

A entidade teve o estatuto alterado para atender as necessidades atuais do mercado e permitir a entrada de empresas e associações. “A ASBIA é o palco da fusão dos interesses do melhoramento animal das diversas raças, uma vez que ela representa o mercado, sem interesses individuais por raça. A entrada das empresas do segmento de embriões e segmentos correlatos, além das associações, nos permite o desenvolvimento de um mapa nacional com as tecnologias de reprodução artificial e melhoramento animal”, explica Carlos Vivacqua.

Outra ação importante foi realizada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o combate do comércio ilegal de sêmen. Desde 2015, vários protocolos sanitários entre o Brasil e outros países estão sendo firmados, permitindo as exportações de material genético.

A entidade também investiu na comunicação com o mercado, profissionalizou as áreas jurídica e de assessoria de imprensa com a contratação de profissionais especializados, e promoveu a valorização institucional com a inauguração da sala dos diretores – 40 anos de ASBIA e a criação do Tributo ASBIA, que homenageia profissionais do setor.

Na parte do INDEX ASBIA, mudanças foram feitas para garantir informações mais segmentadas sobre o mercado. Para isso foram criadas duas segmentações CEIP e Nelore e Girolando ¾ e Girolando 5/8 no INDEX ASBIA. Além disto, segmentamos o INDEX em Sêmen efetivamente Comercializado, Exportação, Importação, Produção e Prestação de Serviços. Esta segmentação permite uma análise mais adequada a todos os segmentos do setor. É um importantíssimo relatório para as decisões estratégicas das empresas do setor e também empresas de pesquisa e fomentos estadual ou federal.

Sobre a ASBIA

A ASBIA é uma entidade sem fins lucrativos, fundada, em novembro de 1974, para congregar as empresas que se dedicam ao fomento da pecuária no setor de produção e distribuição de sêmen, materiais e equipamentos de uso na Inseminação Artificial e de outros produtos ligados à reprodução animal.

A entidade tem como objetivos principais difundir e fomentar o uso da IA, através da promoção e divulgação da técnica, e implementar campanhas promocionais para a melhoria da tecnologia da Inseminação Artificial.

 

Mais de 8 mil pessoas que participaram das cinco etapas do Circuito InterCorte puderam conhecer as novas tecnologias no setor pecuário. Na área de genética bovina, o evento mostrou uma das raças de corte que mais cresce no país, o Senepol. A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) participou de todas as etapas levando informações técnicas sobre a raça. Em Araguaína/TO, onde ocorreu a última etapa do Circuito InterCorte, nos dias 19 e 20 de outubro, muitos participantes passaram pelo estande da ABCB Senepol em busca de dados sobre o desempenho da raça. Foram esclarecidas dúvidas sobre cruzamentos, funcionalidade, eficiência reprodutiva a pasto, reprodução, capacidade de conversão alimentar, dentre outros assuntos.

Segundo a ABCB Senepol, a procura por animais também foi grande, e muitos criadores de outras raças demostraram interesse em investir no Senepol. É o caso do criador Sidney de Melo, que cria Tabapuã na região Norte, mas pretende iniciar sua criação de Senepol.

O evento contou palestras e debates nas áreas de genética, reprodução, nutrição, manejo racional, mercados, programas de fidelidade na indústria, classificação de carcaça, manejo sanitário, pastagens e gestão. Os participantes da etapa de Araguaína também tiveram contato com novidades tecnológicas apresentadas por diversas empresas de destaque, que prepararam alguns lançamentos para o evento.
O Circuito InterCorte também passou por Cuiabá (MT), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Ji-Paraná (RO). “Estamos muito felizes com os resultados que alcançamos este ano, com a participação do público e das empresas. É muito motivador constatar a contribuição que o Circuito InterCorte traz para as cidades por onde passa. Em 2017 teremos muitas novidades, que em breve serão anunciadas. Mas o mais importante é a garantia de que continuaremos levando informação de qualidade para pecuaristas em todo o Brasil, contribuindo, de maneira sólida, na formação de uma pecuária mais tecnificada, produtiva, sustentável e integrada“, afirma Carla Tuccilio, diretora da Verum Eventos, empresa organizadora do Circuito InterCorte.

O investimento em touros geneticamente superiores apresenta elevado potencial de retorno econômico, podendo contribuir decisivamente para a melhoria da produtividade e da renda das fazendas de pecuária de corte, conforme constatou pesquisa da Embrapa Gado de Corte. Para garantir touros comprovadamente melhoradores, os pecuaristas vêm tecnologias de seleção ofertadas pelos programas de melhoramento.

É o caso do criatório Braford Pitangueira, com propriedades no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, que conta com um sistema de seleção focado em precocidade no abate, acabamento, marmoreio e maciez. Nesta sexta-feira, 28 de outubro, a Pitangueira colocará em oferta touros resultantes desse sistema de seleção durante o Leilão Wolf & Pitangueira, em Dom Pedrito/RS. O evento será a partir das 16h, com transmissão pelo Lance Canal. Estarão à venda 100 reprodutores das raças Braford e Hereford. “São animais com excelente avaliação genética, apenas os touros top Pitangueira.”, diz a diretora Geral da Pitangueira Clarissa Peixoto. Segundo ela, os touros Pitangueira de de 2 e 3 anos têm atingido média de perímetro escrotal acima de 40 cm, indicando alta fertilidade.

Este será o quinto leilão que a Pitangueira realiza em 2016. No último pregão, o Leilão Heritage, ocorrido no dia 8 de outubro, 100% dos lotes foram vendidos para criadores da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Sobre a Pitangueira

A Pitangueira direciona seu trabalho de seleção para produção de touros, além de produzir a Carne Pitangueira, que, no momento, é comercializada no Rio Grande do Sul. O criatório permaneceu por 10 vezes consecutivas como líder do Ranking da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford.  A edição 2016 do Sumário da Conexão Delta G traz quatro touros jovens da Pitangueira entre os 10 melhores classificados, incluindo o Campeão e o Vice. Já entre as fêmeas, das 50 melhores, 14 são do criatório.

O pecuarista Carlos Viacava, titular da seleção CV Nelore Mocho, mais uma vez está na lista das 100 personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro, divulgada na edição de outubro da revista Dinheiro Rural.

A publicação objetiva mostrar quem são e o que pensam os líderes que comandam o setor mais pujante da economia brasileira. À frente de empresas, fazendas e centros de estudos, eles ajudaram o segmento rural a crescer e atingir um PIB de R$ 1,2 trilhão no ano passado.

Carlos Viacava ressaltou à revista que o Brasil tem uma oportunidade única de demanda crescente para o mercado de produtos agropecuários e precisa aproveitar isso. “Precisamos nos preparar para aproveitá-las, investimento em infraestrutura, logística e melhoramento genético, porque carecemos de estradas, portos, capacidade de armazenagem e comunicações”, destacou.

“Tudo isso deve ser buscado com respeito ao meio ambiente, trabalhando para a recuperação de solos degradados através de incentivos à Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Além de investimentos em genética, voltada à qualidade da carne e da eficiência de nossos produtos”, afirmou. “Segundo João Klutchkousky, emérito pesquisador da Embrapa e nosso grande incentivador, a ILPF é a grande nova revolução agrícola”, completou.

Fonte: NewsPrime

O Centro de Performance da CRV Lagoa realizou em outubro a avaliação final da raça Senepol. Através da pesagem dos animais, foram avaliadas as características de carcaça, como conformação, precocidade, musculosidade, umbigo e temperamento. Para Rafael Costa Pacheco, técnico da ABCB Senepol, a 10ª edição do CP CRV Lagoa revelou que a raça vem melhorando seu desempenho no desenvolvimento de musculaturas, aprumos e umbigos. “O Senepol é uma raça que está fazendo uma grande diferença para o cruzamento industrial no Brasil”, explica.

A edição 2016 do CP CRV Lagoa começou em maio, em Sertãozinho (SP), com a entrada dos animais participantes da primeira etapa da raça Senepol. Foram 236 animais participantes, sendo 150 machos e 86 fêmeas, um recorde de participação da raça. Esses animais pertencem a 19 criadores de seis diferentes Estados.
Os animais passaram por um período de adaptação, com utilização do GrowSafe System, que fornece informações complementares aos índices de seleção.
No CP CRV Lagoa são avaliadas as seguintes características: peso, ganho médio diário, perímetro escrotal, qualidade de carcaça (avaliação por ultrassonografia) – AOL (Área de Olho de Lombo), EGS (Espessura de Gordura Subcutânea) e MARM (Marmoreio), avaliação por escores visuais (conformação, precocidade, musculosidade, umbigo e temperamento) e morfologia.
A segunda etapa da raça Senepol, começou no segundo semestre, com a participação de mais de 200 animais.

Foto: Divulgação divulgação CRV

Um estudo realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), constatou que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) conseguiu uma produtividade cinco vezes maior do que a média nacional e oito vezes maior do que a média de Mato Grosso. Outro resultado importante foi em relação à interferência do conforto térmico no desempenho dos animais. Mesmo tratando-se da raça Nelore, considerada mais rústica e adaptada às altas temperaturas, a disponibilidade da sombra apresentou resultados consideráveis.

Em Barra do Garças (MT), a Carpa Serrana também vem obtendo bons resultado com o Sistema Integração Lavoura e Pecuária (ILP), que está em uso em uma de suas propriedades, a Fazenda Cibrapa. No lugar da tradicional implantação de lavoura – preparação de solo para cultivo de duas ou três safras e posterior entrada de pasto – a propriedade adota uma espécie de consórcio entre soja e brachiaria em áreas fixas. Os primeiros resultados são animadores não só na balança, mas também nos índices reprodutivos; de modo que a expansão do projeto está garantida.

O novo modelo de ILP está em prática há sete anos. “Iniciamos a integração pela necessidade de reformar de maneira mais efetiva nossas pastagens. Para ter uma ideia sempre fizemos reforma direta. Tirávamos o pasto, fazíamos toda a preparação, correção com fósforo, calcário e tudo de direito, para depois plantarmos as sementes do novo pasto. Essas áreas eram trabalhadas por até 12 anos. No entanto, com o tempo o rendimento foi caindo, até chegar aos quatro ou cinco anos, inviabilizando a prática.”, lembra o gerente de pecuária da Cibrapa, Marcos Junqueira Cardoso. Depois disso, a Carpa decidiu implantar a ILP em áreas específicas da fazenda.

O atual modelo foi estudado por dois anos antes de se decidir adotá-lo, em 2014. Nele, no verão sempre há o plantio de soja, disponibilizando capim no inverno para trabalhar o rebanho. A reciclagem de nutrientes proporcionada pelo sistema ILP colabora muito para a pastagem que se forma. Entre o final do mês de maio, início de junho, a área fica pronta para receber o pastejo e os animais permanecem até final de agosto ou começo de setembro, dependendo do início das chuvas.

Com investimentos em fertilidade e na conservação do solo através do plantio direto na palha, a cada ano a produtividade da lavoura aumenta, assim como a do capim. Com todos esses investimentos, a previsão é de chegar a 13 mil fêmeas na propriedade até 2019, quando as áreas de pastagens extensivas, hoje em 6,2 mil hectares terão caído para 1,5 mil hectares. No mesmo período, os 5 mil hectares atuais de pastagens semi-intensivas subirão para 7,1 mil hectares; e os 1,5 mil hectares de intensivas, para 1,95 mil hectares. De mamando a caducando, a Cibrapa saltará de um trabalho com 25,9 mil animais para 28,3 mil em 2019.

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A InCeres, startup voltada para a gestão da agricultura de precisão sediada no Vale do Piracicaba – AgTech Valley, recebeu, durante as comemorações dos 10 anos da ESALQtec, em cerimônia realizada dia 13 de outubro, no Parque Tecnológico de Piracicaba (SP), a homenagem de Destaque ESALQTec, premiação dada pela ESALQTec Incubadora Tecnológica, às empresas que se destacaram por seu desenvolvimento sustentável e uso de modernas e inovadoras ferramentas de tecnologia e gestão, além de visão socioeconômica para inserção competitiva nos mercados.

Idealizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), o Destaque ESALQTec é uma moção de reconhecimento voltada para a comunidade interna, o que inclui empresas incubadas (residentes ou associadas) e grupos de extensão da Esalq/USP.

“A premiação foi um reconhecimento muito importante para mim e para a empresa. Ainda tem pouca tradição o foco na visão business no agronegócio, e nesse exato momento o setor está passando por uma transformação em que essa visão entra. Esse reconhecimento vem, principalmente, pelo fato de a InCeres ser uma das primeiras startups (ligadas ao agronegócio) a incorporar essa visão business dentro de um plano de negócio” comemora o CEO da InCeres, Leonardo Menegatti.

Segundo o empresário, a empresa já está pronta para atender o mercado. “Temos uma expectativa grande para 2017, que é fazer negócios. A InCeres está pronta, o produto está pronto e a equipe está preparada para isso. Já temos reconhecimento em relação ao nosso trabalho e a própria homenagem recebida pela ESALQTec é a prova disso”, destaca e completa que, além do desejo e da capacidade para fazer negócios, a empresa tem como metas conciliar visão estratégica, visão de mercado e funcionalidade dos serviços prestados.

“O evento foi muito interessante, reuniu pessoas importantes do agronegócio e mostrou o relacionamento que a empresa tem com a Esalq (mantenedora da EsalqTec), além, é claro, das outras universidades. Essa parceria com a área acadêmica, inclusive, vai ao encontro de nossos projetos de parcerias com universidades e escolas, com o intuito de promover o acesso dos alunos à agricultura de precisão por meio da nossa plataforma”, explica Menegatti.

Para o professor do Laboratório de Agricultura de Precisão (LAP) da Esalq/USP, José Paulo Molin, a homenagem feita à InCeres premia a seriedade do trabalho que vem sendo desenvolvido pela empresa. “O serviço que a InCeres oferece, com base no processamento de dados à distância, atende a uma necessidade de expansão da agricultura de precisão no país. Vemos a oportunidade dessa solução permitir e agilizar esse crescimento nos próximos anos, na medida que se automatiza o processamento dos dados e organiza-se o banco de dados dos clientes, dois atributos fundamentais para uma solução moderna com foco na agricultura de precisão”, exalta Molin.

Ainda segundo o professor da Esalq, a empresa tem muito a crescer e contribuir para o mercado de agricultura de precisão. “Tudo indica que a InCeres, da forma que ela se estabeleceu e com os serviços que ela está oferecendo, vai gerar um impacto muito grande no mercado da AP, principalmente no segmento do processamento de dados, facilitando sua adoção pelos usuários que, atualmente, não possuem pessoal e softwares necessários para essa análise dos dados”, pontua.

“Para nós é uma satisfação muito grande a InCeres se destacar desta forma. Parabenizamos a empresa e a equipe por terem chegado tão longe em um tempo tão curto. Sabemos que o que a empresa tem para oferecer vai alavancar a expansão da agricultura de precisão nos próximos anos no Brasil”, arremata Molin.

Apoio
O evento em comemoração aos 10 anos da ESALQTec contou com o apoio da SP Ventures, referência na condução de investimentos em venture capital no Brasil, que está investindo em cinco empresas associadas à ESALQTec (Promip, Agrosmart, Agronow, InCeres e Bug Agentes Biológicos).

Durante a cerimônia, além da InCeres, também foram homenageadas a AgroSafety, a Tec-Fertil, Fealq, Cena (Centro de Energia Nuclear), Mérieux NutriSciences e o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato. No evento também foram graduadas a Agromic, EcoMol e Max Protein, empresas que iniciaram suas atividades na incubadora.

Sobre a Inceres

Localizada em Piracicaba, interior de SP, a InCeres faz parte da ESALQTec Incubadora Tecnológica e do grupo de empresas do ecossistema do Vale do Piracicaba, polo brasileiro de tecnologia voltado à inovação agrícola. O propósito da empresa, que tem grande sinergia com a área acadêmica, é colaborar de forma ativa para o desenvolvimento da agricultura brasileira. Os negócios da InCeres estão avançando e sua carteira atual de clientes inclui nomes como Senar/MT, Bela Agrícola, Coplacana, Agropazinato, Usina Cerradinho, Usina São Manoel, Qualiciclo Agrícola e APagri, entre outros.

Sobre a ESALQTec

A ESALQTec abriga projetos de inovação tecnológica do agronegócio, criando um ambiente favorável para que estes se iniciem, se desenvolvam e se concretizem. A incubadora foi berço de empresas que, agora, são destaque no mercado, como Delta CO2, Promip, InCeres, AgroSafety, entre outros exemplos de sucesso. Atualmente reúne 42 empresas associadas, 9 residentes e 9 pré-incubadas (em início de desenvolvimento) de diversas áreas do agronegócio: tecnologia de produção agrícola e animal, análises, meio ambiente, energia renovável, agricultura digital, agricultura de precisão, biotecnologia, insumos, máquinas e equipamentos, pecuária, inteligência de negócios, florestal, alimentos e outros.

Mais informações:
BPA Comunicação Integrada
André Casagrande – andrecgrande@uol.com.br / cel., (11) 99105-1278 / 97132-8164
Béth Mélo – epmelo@uol.com.br / bepereira@uol.com.br / cel., (11) 98364-3346

Pecuaristas do Norte do Brasil conheceram as novidades do setor pecuário durante a última etapa do Circuito InterCorte, ocorrida nos dias 19 e 20 de outubro em Araguaína (TO). Importantes especialistas em genética, reprodução, nutrição, manejo racional, mercados, programas de fidelidade na indústria, classificação de carcaça, manejo sanitário, pastagens e gestão apresentaram novas tecnologias de produção. Na área de tecnologia, o destaque ficou por conta do WebGados, aplicativo de compra e venda de gado. O empresário Marquinhos Molina, um dos fundadores da plataforma, ministrou palestra sobre “Os benefícios da tecnologia para otimizar os negócios de compra e venda de gado no Brasil”.

O empresário anunciou que o Tocantins passará a contar com um escritório do WebGados na região. “O Tocantins é um Estado muito forte na pecuária e o WebGados poderá contribuir de forma significativa para facilitar o comércio de gado na região. Queremos contribuir para o desenvolvendo da pecuária tocantinense, levando toda a tecnologia do WebGados para o Estado.”, explica Marquinhos Molina.

Para o pecuarista Epaminondas de Andrade, da Fazenda Vale do Boi, em Carmolândia (TO), que compartilhou com o público presente na InterCorte sua experiência na criação de Nelore, é fundamental a adoção de tecnologia para se manter no negócio. “Sou pecuarista há 40 anos e sempre ouço produtores dizendo: ‘Já aprendi com o meu pai, com o meu avô’. E justamente essa pecuária da vovó é a que não funciona para hoje, não dá lucro, dá sobrevivência.”, alerta o produtor.

Além das palestras e debates, os participantes da etapa de Araguaína tiveram contato com novidades tecnológicas apresentadas por empresas de destaque, dentre elas a Webgados. A empresa participou de todas as edições do evento em 2016, realizadas em cinco Estados brasileiros com a participação de 8.113 pessoas, a grande maioria pecuaristas. Em março, Cuiabá (MT) abriu a etapa de 2016, seguida por São Paulo (SP) em junho, Campo Grande (MS) em julho, Ji-Paraná (RO) em setembro e encerrou em Araguaína (TO) em outubro. Um dos principais destaques deste ano foi a realização em Cuiabá, São Paulo e Campo Grande, paralelamente às etapas da InterCorte, da Beef Week, evento de celebração da carne que envolveu os restaurantes das capitais por onde o evento passou, possibilitando uma efetiva integração da cadeia produtiva. Mais de 60 empresas de referência da pecuária participaram das etapas do evento este ano.

Esta é a quinta edição do Circuito InterCorte e mais uma vez foi um grande sucesso. Estamos muito felizes com os resultados que alcançamos este ano, com a participação do público e das empresas. É muito motivador constatar a contribuição que o Circuito InterCorte traz para as cidades por onde passa. Em 2017 teremos muitas novidades, que em breve serão anunciadas. Mas o mais importante é a garantia de que continuaremos levando informação de qualidade para pecuaristas em todo o Brasil, contribuindo, de maneira sólida, na formação de uma pecuária mais tecnificada, produtiva, sustentável e integrada“, afirma Carla Tuccilio, diretora da Verum Eventos, empresa organizadora do Circuito InterCorte.

Fonte: Publique Assessoria de Imprensa.

O Conselho Superior do Agronegócio – COSAG, da FIESP/IRS, promoverá mais um encontro este ano para debater temas importantes para o desenvolvimento do setor. Agendado para o dia 7 de novembro, o evento terá em sua programação a palestra “Considerações sobre o Censo Agropecuário”, que ficará a cargo do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE Paulo Rabello de Castro. Em seguida, a economista Maria Cristina Mendonça de Barros falará sobre “Avaliação do Momento Político”. Já o tema “Compra de Terras por Estrangeiros” será abordado por André Pessoa, da Agroconsult.

Após as palestras, acontecerá o debate sobre os três temas propostos. O evento terá como debatedores o deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Nilson Leitão (PSDB/MT) e o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira Julio Cesar Toledo Piza Neto.

Comandada pelo presidente do COSAG Jacyr da Silva Costa Filho, a reunião acontecerá a partir das 9h30, na sede da FIESP, em São Paulo/SP. O presidente do Grupo Publique Carlos Alberto da Silva, que é membro do COSAG, participará do evento.

Outro encontro coordenado pela Fiesp na última terça-feira foi com a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques. O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que há necessidade de criar condições mínimas para o funcionamento das indústrias, com crédito, com juros mais baixos, com câmbio num nível que permita a competitividade.

Maria Silvia Bastos Marques disse na reunião que o papel do BNDES tem sido muito discutido neste momento de ajuste fiscal. O objetivo, afirmou, é que o país viva a estabilidade macroeconômica. E há uma escassez de recursos públicos, lembrou, defendendo a importância do retorno social dos investimentos.

Segundo a presidente do BNDES, a infraestrutura logística e urbana é essencial para a competitividade. Acabar com esse gargalo é urgente, disse. Saneamento é prioridade, por ser viável, ter impacto social e gerar empregos, explicou. A atuação, ao lado da Caixa Econômica Federal, será conjunta com Estados que se interessarem, com a meta de universalização.