Abates técnicos realizados com animais Senepol comprovaram o alto desempenho da raça para produção de carne de qualidade. Os resultados dos abates compõem uma série de quatro vídeos que acabam de ser publicados no canal do Youtube da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), disponível no endereçohttps://www.youtube.com/channel/UCHkZbWsy-VdOtMJ7ZN4soyQ.

Os abates avaliaram animais de três categorias: machos PO precoce de 18 meses de idade em 140 dias de confinamento; novilho S1 de 16 meses que são filhos de touros Senepol em vacas zebuínas e com 150 dias de confinamento; e novilhos e novilhas S2 superprecoces de 15 meses que são filhos de touros Senepol em vacas Aberdeen-Angus Zebu e ficaram 130 confinados.

As médias encontradas em diversas características avaliadas, tais como Área de Olho de Lombo, peso da carcaça quente, rendimento de carcaça, demonstraram a contribuição genética da raça Senepol em programas de cruzamento industrial. A carne avaliada apresentou maciez, suculência, sabor e coloração desejada superiores à média. “Com base nos resultados dos abates, os animais resultantes do cruzamento com o Senepol e, também, o Senepol PO, mostraram números, valores e percentuais superiores aos que normalmente encontramos nas atividades de abate do gado comercial no Brasil”, diz o zootecnista Jorge Carlos Dias de Souza, professor aposentado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que conduziu os abates técnicos.

De acordo com Souza, o Senepol contribuiu para a melhora da conformação (desenvolvimento de massa muscular) e do grau de acabamento (gordura de cobertura) favorecendo, também, a indústria e criando expectativa de melhor remuneração ao produtor.

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O manejo nutricional do rebanho da Carpa Serrana durante a estação de monta foi apresentado na nova edição do Noticiário Tortuga. O administrador da Fazenda Cibrapa, Marcos Junqueira Cardoso, explica à publicação que a lida é intensa na propriedade para garantir que as 10 mil fêmeas e os 320 touros selecionados para a estação de monta estejam em ótimas condições corporais. “O cuidado maior é com as nulíparas, pois precisam continuar ganhando peso para chegarem em boas condições na estação de monta”, explicou Cardoso ao Noticiário Tortuga.

Segundo a publicação, para evitar problemas de fertilidade, as nulíparas da Carpa Serrana recebem a suplementação Fosbovi Proteico 45 da DSM. Um mês antes do início da estação de monta, em novembro, todas as fêmeas, incluindo as multíparas, são suplementadas com Fosbovi Reprodução, o que continuará até o final da estação de monta, em fevereiro. Aliado a isso, é com o bom pasto da área de Integração Lavoura-Pecuária da Carpa Serrana que a vacada terá a alimentação necessária para este período. Consorciado com a soja foi plantado o capim Brachiaria Ruziziensis, que apresenta excelente velocidade de recuperação após as primeiras chuvas no final da seca e comporta bem em solos de fertilidade média a alta, como os de lavoura.

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Fonte: Grupo Publique

A nova edição do Noticiário Tortuga destaca os 45 anos da Carpa Serrana. Intitulada “Inovadora por natureza”, a reportagem apresenta os investimentos do criatório em tecnologia para produzir Nelore superprecoce a pasto. Segundo o pecuarista Eduardo Biagi, estes 45 anos foram escritos com muito trabalho, com muita entrega de todos os profissionais do grupo. “Tivemos muitas alegrias nas pistas de julgamento e também grandes resultados na performance do nosso Nelore a pasto. Neste tempo todo, muita coisa mudou na pecuária. Mas o foco e os objetivos sempre foram os mesmos: um olho na pista, na raça, na beleza e outro na balança, na performance, no resultado efetivo.”, diz Biagi ao Noticiário Tortuga.

A reportagem ainda destaca o cuidado da Carpa com a nutrição animal. Os animais recebem uma mineralização proteinada (reduzida em farelo de soja) e energética (com milho) como suplemento, todos produtos da DSM. Para garantir que a suplementação seja fornecida e armazenada de forma correta, a DSM ministra cursos para os funcionários da Carpa Serrana com frequência. “A nutrição tem um impacto grande no custo de produção e temos de evitar qualquer desperdício. Por isso, os profissionais responsáveis pela distribuição dos suplementos nos cochos são capacitados pela DSM”, explicou Marcos Junqueira Cardoso, administrador da Fazenda Cibrapa, uma das propriedades do Grupo Carpa, ao Noticiário Tortuga.

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Para conferir a reportagem na íntegra acesse:http://www.noticiariotortuga.com.br

Fonte: grupo Publique

O mercado de touros avaliados continua mostrando solidez às vésperas do início da estação de monta nas regiões de pecuária de corte no Brasil. É o que ficou comprovado no 3º Leilão Primavera Genética Aditiva e Convidados, ocorrido no último dia 25 de setembro, em Campo Grande/MS. O evento foi promovido pela Genética Aditiva, considerada a maior fornecedora de genética bovina do país.

Com 100% de vendas consolidadas, o pregão ofertou 150 touros Nelore TOP 0,1% a 5% a uma média de R$12.031,00. O reprodutor mais valorizado do leilão, o touro Rem Dheef, de propriedade da Genética Aditiva, teve metade de sua posse comercializada por R$126.000 para Alta Genetics, J Machado, Claudio Zotesso, Mário Aquino, Melhora + e Irmãos Sandim.

Todas as negociações do leilão envolveram 34 clientes de 8 Estados, que são: Amazonas, Goiás, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Pará.

A Genética Aditiva terá venda permanente de touros até dezembro de 2016.

Sobre a Génetica Aditiva

Para garantir a produção de touros melhoradores para o mercado, a Genética Aditiva utiliza várias ferramentas de seleção, tais como ultrassom de carcaça para identificar, selecionar e fixar genes relacionados às características de maior impacto econômico no rebanho e ultrassom de testículo e medição dos hormônios anti-mullerianos para avaliar precocidade sexual nos machos. O criatório participa dos programas de melhoramento Geneplus (Embrapa) e Nelore Brasil (ANCP).  Com 30 anos de seleção, a Genética Aditiva conta com três propriedades no Mato Grosso do Sul, Fazenda Remanso, a Fazenda Canaã e a Estância Relva, e tem um rebanho de 6.200 cabeças, com aproximadamente 3.000 matrizes Nelore em reprodução.

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Nesta semana, indicamos a leitura da edição de setembro da Revista DBO Rural, que traz uma grande reportagem de capa sobre Genética.

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Companheiro de algumas das primeiras ‘andanças’, conheci o Carlão no final de 1987, quando ele mesmo veio ao meu encontro, na plataforma da rodoviária do Tietê, em São Paulo, onde embarcaríamos no ônibus leito para Campo Grande, MS. Eu, pela DBO, ele, pela Disbrapel – Revista dos Criadores, íamos acompanhar um dos últimos leilões Nova Índia, do nelorista Lúcio Costa.
Nestes mais de 25 anos, na mesma medida em que reduzia as minhas viagens, boa parte em função dos compromissos da direção executiva da DBO, as ‘andanças’ do Carlão só se intensificaram. A agência Publique, que fundou com Nilton Cândido e Fábio Fatori, em 1988, e da qual, depois, se tornou único dono, é referência em comunicação rural e foi a principal protagonista do período áureo do marketing e da propaganda das raças bovinas de corte, até meados da década passada.
As crônicas, que além de publicadas no jornal de sua Porangaba, SP, passaram a compor o boletim semanal ‘Publique News’, honram com perfeição o título ANDANÇAS; em algumas delas, dá para ficar cansado pelo Carlão. O que elas não cumprem é a proposta “de falar de marketing rural”, revelada no primeiro texto, mas, a bem da verdade, sem muito compromisso. Com a vaga promessa
de ‘talvez’ retomar o tema, Carlão pede licença para voltar ao bairro dos Mirandas – “terra que me viu nascer” – para falar de amizade e valorização das raízes. E é disso que ele trata na maioria dos textos, transitando com naturalidade por universos tão distintos e revelando-se nos pensamentos e sentimentos, o que até lhe valeu mensagem eloquente da jornalista Gê Alves, de Sacramento, MG,
no capítulo “Uma carta recebida”.
O Marketing Rural, do qual é craque, fica nas entrelinhas. Afinal, é ele que justifica tantas andanças.
Ao fazer um balanço de seu 2007, Carlão confessa que só passou quatro finais de semana em casa, foi 21 vezes a Uberaba, rodou mais de 80 mil quilômetros, e viajou 120 horas de avião; sim, uma pequena parte dessas horas e dessa quilometragem em férias, hábito que preza e luta para preservar ao lado da companheira Vera. Há uma fartura de relatos desses períodos de relaxamento e enriquecimento cultural.
Alguns carregados de emoção, como o da viagem com o sogro e amigo Zezinho Varela, já nos seus 82 anos, para conhecer Portugal, de onde veio com apenas dois anos, quando os pais emigraram para o
Brasil, em 1920.
Mesmo tendo saído cedo de Porangaba para morar em São Paulo, onde concluiu o ensino fundamental e seguiu o curso de Técnico Agrícola para, depois, formar-se em Jornalismo pela PUC e se tornar o publicitário de renome que é, Carlão revela um baú de reminiscências de seu tempo de menino. Uma
delas, em especial, me traz a mesma gostosa lembrança, no sentido mais amplo do termo: a caneca de
café oferecida pelo pai, ao pé da vaca, com o leite espumante tirado na hora.
Em meio a tantas ‘andanças’, vez por outra também emergem declarações de intenções, como a de fixar residência em Porangaba, em tese cumprida, e outras a cumprir, como correr menos, ter “algum sossego, alguma paz, tempo para se dedicar ao ofício de escrever e relatar o que se passa no entorno de minha vida”.

Sucesso sempre, Carlão!
Demétrio Costa | Diretor Responsável Revista DBO

Merial apresenta projeto sobre pecuária de alta performance

O futuro da pecuária de alta performance será tema de encontro promovido da tarde desta quarta-feira (28/09), em São Paulo. Participam do evento grandes pecuaristas, dirigentes de entidades de classe ligadas à cadeia da produção de carne e formadores de opinião, dentre eles o presidente do Grupo Publique Carlos Alberto Silva.

Promovido pela Merial Saúde Animal, o evento será aberto pelo presidente da Merial Jorge Espanha. Logo após, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, coordenador do GVAgro e um dos maiores conhecedores do agronegócio brasileiro e mundial, falará sobre “O potencial produtivo do Brasil e tendências do agronegócio”. Já Alexandre Mendonça de Barros, pecuarista, sócio da MB Agro e um dos mais completos analistas da pecuária brasileira e mundial, abordará o tema: “Cenário econômico e perspectivas da pecuária”. O projeto “Movimento Inteligente Merial – Pecuária do Futuro” será apresentado pelos representantes da Merial Henry Berger e Antonio Coutinho.

Segundo a Merial, a produtividade da pecuária precisa avançar, e muito, para cumprir o seu papel de aumentar a oferta de carne bovina para o mercado interno e também o global. E com um desafio a mais: com qualidade superior.

A Merial Saúde Animal quer contribuir para esse movimento e ajudar a pecuária brasileira a vencer o desafio da produtividade.

Nas últimas duas décadas, a pecuária avançou ao ritmo médio de ganho de peso de 1kg/ano e de 1 dia de redução da idade média de abate por ano. Ainda é pouco: a idade média de abate de bovinos é superior a 36 meses, apesar de haver exemplos de abate entre 18 e 24 meses de idade, o que é o ideal.

 

Com foco em mercado, gestão e consumo, a 9ª edição da Interconf – Conferência Internacional de Pecuaristas reuniu mais de duas mil pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro na capital goiana. O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, participou da abertura do evento e apresentou o plano Agro+, iniciativa do Ministério que tem como lema “Um Brasil mais simples para quem produz”. Durante a solenidade de abertura foi apresentado o novo presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Pecuaristas (Nova Assocon), Alberto Pessina. “Novas tecnologias na produção, fortalecimento da comunicação entre os vários segmentos da pecuária e abertura de mercado são alguns dos pilares da Assocon. Juntos, somos mais fortes e precisamos trabalhar para equacionar os gargalos e aproveitar as oportunidades para a carne brasileira”, disse Pessina (Clique aqui e assista a entrevista do Alberto Pessina no Fala Carlão).

Em 2016, a entidade decidiu ampliar sua esfera de atuação para além do confinamento, passando a congregar os diversos segmentos da cadeia produtiva da carne bovina. Segundo o CEO da Nova Assocon Fernando Saltão, a entidade tem o anseio de ouvir a cadeia e buscar junto aos órgãos competentes soluções para as necessidades do setor. (Clique aqui e assista a entrevista com Fernando Saltão no Fala Carlão).

O presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER) Eduardo Alves de Moura, que acaba de deixar a presidência da Nova Assocon, destaca que esse novo formato de atuação da entidade ajudará a classe pecuária a ter força e voz junto ao governo para reivindicar pontos importantes, como classificação de carcaça, uso de tecnologia, dentre outras reivindicações. (Clique aqui e assista a entrevista com Eduardo Moura no Fala Carlão).

A programação do evento mostrou as tendências para o consumo de carne bovina no Brasil e no mundo, exigências dos mercados consumidores, a economia brasileira e seus impactos no agronegócio, experiência da Austrália na congregação de pecuaristas, indústria e varejo, dentre outros temas. O Grupo Publique foi representado por seu presidente Carlos Alberto da Silva, que realizou uma série de entrevistas para o “Fala Carlão” com representantes da Nova Assocon, de empresas do setor e pecuaristas.

 

Até o final da próxima semana a unidade da Marfrig em Paranatinga embarcará 25 toneladas de carne in natura para os Estados Unidos. A habilitação para exportar ao país norte-americano saiu no último dia 21 de setembro e a produção foi iniciada no sábado, 24, data ao qual cerca de 500 animais foram abatidos.

A habilitação da planta mato-grossense ocorre uma semana após a Marfrig realizar o primeiro embarque de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. Na ocasião a carne era proveniente de Bataguassu (MS). A empresa conta ainda com uma planta no Estado de São Paulo habilitada.

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para exportação de carne bovina levou mais de 17 anos para ser concretizada. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil poderá comercializar carne in natura (fresca ou congelada) para os Estados Unidos e vice-versa. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério brasileiro, pontua que o Brasil entra agora na cota dos países da América Central, que é de 64,8 mil toneladas por ano, com tarifa de 4% ou 10% dependendo do corte da carne. Fora da cota (sem limite de quantidade), a tarifa é de 26,4 %.

Em entrevista o diretor Presidente da Marfrig Global Foods, Martin Secco, destacou que os Estados Unidos é um mercado importante visto ser um grande importador de carne de vários países. Além disso, ele pontuou que outros mercados seguem as regras impostas pelo país norte-americano, como é o caso dos vizinhos Canadá e México.

Diretor Presidente da Marfrig Global Foods, Martin Secco. (Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar)

“Atrás do mercado dos Estados Unidos por vir outros também”, disse Martin Secco. De acordo com o diretor Presidente da Marfrig Global Foods, para a pecuária brasileira as aberturas de novos mercados significam mais atrativos comerciais.

Com a habilitação para os Estados Unidos, a Marfrig tem a expectativa de ampliar a sua produção, o que segundo Martin Secco, pode vir a melhorar as negociações com os atuais clientes (países).

“Os embarques para os Estados Unidos irão começar a acontecer regularmente como outros mercados. Serão um ou dois por semana. Depende o mix nosso produtivo. Não teremos datas especificas. Nós já fizemos o primeiro e nessa semana outros dois dessas três plantas sairão. A expectativa para a Marfrig de Paranatinga é que o primeiro embarque ocorra até o próximo fim de semana. Em torno, de 25 toneladas sairão da unidade de carne”.

EUA: o ISO das exportações

A abertura de novos mercados é visto com bons olhos pelos pecuaristas. Hoje, apenas 25% da produção de carne bovina é exportada, ou seja, 75% fica no mercado interno.

Conforme o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, a abertura de novos mercados significa para o pecuarista o reconhecimento pela qualidade do produto mato-grossense.

“Mato Grosso é o maior rebanho do Brasil e nós temos não apenas quantidade, mas sim qualidade. Nós nós temos certeza que o Mato Grosso preserva e produz com eficiência e nós temos condições de atender qualquer tipo de mercado. A abertura dos Estados Unidos para nós funciona como uma ISO. Pois, as exigências sanitárias que são utilizadas pelos Estados Unidos são as mesmas utilizadas por outros países e mercados que nós não exportamos ainda, como o Canadá, o México, países da América Central e até o Japão que nós esperamos dentro em breve que passe a consumir a carne”, comentou Francisco Manzi à reportagem durante o acompanhamento do primeiro abate de bovinos a serem enviados aos Estados Unidos.

9ª edição do maior evento de pecuária intensiva do País reuniu elos da cadeia produtiva e reforçou as necessidades e desejos do consumidor atual por carne

A 9ª Interconf – Conferência Internacional de Pecuaristas, realizada em Goiânia (GO), também abriu espaço para casos de sucesso envolvendo a cadeia da produção ao desejo do consumidor, apresentando suas exigências e necessidades em termos de carne bovina (preço, qualidade e disponibilidade), além de entender a dinâmica do mercado mundial de carne.

Em três dias, a 9ª Interconf reuniu mais de 1.100 participantes – pecuaristas, empresários, indústrias, técnicos, consultores, estudantes e representantes de todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina, vindos de todas as regiões do Brasil e também de uma dezena de países. Além disso, mais de 400 produtores e técnicos participaram do Encontro da Pecuária Eficiente, evento Pré-Interconf, que teve como tema a fase de cria.

Para Márcio Caparroz, diretor institucional da Assocon, o grande mérito da Interconf foi discutir temas relevantes, incluindo a visão do consumidor, da indústria e do varejo, perspectivas de melhoria da produção e conquista de novos mercados, além de painéis de gestão, aumentando a interação com o público. “Valorizamos a troca de informações e criamos condições para que as empresas pudessem se relacionar com os participantes. Todos gostaram dessa dinâmica. O último dia, apresentando estudos de casos de sucesso também foi positivo, pois deu espaço para projetos que mostram conquistas importantes”, destaca Caparroz.

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“A união dos vários elos da cadeia da pecuária de corte é o caminho para a atividade avançar em produtividade, eficiência e gestão, se fortalecendo no mercado interno e ampliando sua presença no cenário internacional”, ressalta Alberto Pessina, empossado como o novo presidente do Conselho de Administração da Assocon (Associação Nacional de Pecuária Intensiva).

Programação diversificada – Um dos destaques da 9ª Interconf foi a apresentação da professora doutora Marcia Dutra de Barcellos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Os consumidores evoluíram muito nos últimos anos graças, especialmente, ao acesso à internet, ao fluxo contínuo de informações digitais e à maior conectividade entre as pessoas. As exigências por qualidade são cada vez maiores e a cadeia da carne precisa estar preparada para isso. Já temos no país sistemas inteligentes de monitoramento da produção e identificação dos animais e a tendência é que isso chegue às gôndolas”, reforçou Marcia Barcellos.

Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, abordou as oportunidades de venda de carne para diversos mercados. “O Brasil produz ao redor de 9,5 milhões de toneladas de carne bovina por ano, sendo 3,7 milhões de toneladas de cortes dianteiros; 4,6 milhões de toneladas de cortes traseiros e 1,23 milhão de tonelada de ponta de agulha. A questão é: como comercializar esses volumes da melhor maneira possível com rentabilidade e diversificação”.

A economista Zeina Latif, da XP Investimentos, fez palestra sobre o cenário econômico. Ela afirmou que “o mercado doméstico é que vai nos salvar”. Para Zeina, a situação econômica brasileira é tão grave que não dá para depender do crescimento das exportações para a retomada. “Estamos falando de um mercado de mais de 200 milhões de consumidores. Porém, não se pode esquecer que são mais de 12 milhões de desempregados nesse momento. A recuperação da confiança dos brasileiros é o primeiro passo efetivo para uma onda positiva na economia”, entende a especialista.

Outro destaque da 9ª Interconf foi o painel que tratou da estratégia da Austrália e o que o país tem a ensinar à cadeia da carne bovina brasileira, apresentado por Matthew George, diretor Bovine Dinamics Consulting. A Austrália é o terceiro maior exportador mundial de carne bovina, atrás do Brasil (líder) e dos Estados Unidos. Além dessa importante presença no comércio internacional, aquele país tem sua imagem associada à carne de qualidade. Internamente, faz um excelente trabalho de congregação dos pecuaristas, indústria e varejo. “Acho que nosso maior mérito é entender as expectativas dos nossos clientes e nos estruturar internamente para fornecer os produtores que os importadores desejam”.

Fortalecimento da carne brasileira – Fernando Saltão, CEO da Associação Nacional dos Pecuaristas (Assocon), fechou a 9ª Interconf com um balanço das atividades da entidade, cujo foco é a valorização da carne brasileira tanto no mercado interno quando no comércio internacional. Uma das lutas da Assocon é a abertura de mercado. O desafio da vez é fazer o Brasil participar da Cota 481, da União Europeia.

“Aguardamos para as próximas semanas resposta da UE ao nosso pleito. A Cota 481 é uma excepcional oportunidade para a carne brasileira, já que possibilita a exportação de praticamente todos os cortes e partes do boi sem taxação. A título de comparação, a Cota Hilton exige pagamento de 20% de taxa para entrada na Europa”, explica o CEO da Assocon.

Juliana Villa Real
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