Nota de Protesto

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) se une às demais entidades para tornar público seu protesto e desacordo total ao projeto de lei de autoria do Deputado Estadual Feliciano Filho (PSC), aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que pretende impor à população do Estado a inaceitável “Segunda-feira sem carne”.

Trata-se de uma ideia lastimável e descabida. Dentre inúmeras outras implicações, damos foco ao fato de que, para grande parte dos alunos, os alimentos servidos na rede pública de ensino são a única fonte de proteína animal no dia.

Mais grave ainda é a inadmissível intromissão do Estado no sentido de determinar o que o cidadão deve comer. Ato este digno de repulsa em uma sociedade democrática.

É um atentado contra a liberdade das pessoas e um risco em potencial para a nutrição de muitas crianças.

Em nome da ASBIA, pedimos ao Exmo. Sr. Governador Geraldo Alckmin que vete esta lei esdrúxula.

Sérgio Saud
Presidente da ASBIA

Pça. Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 – Q11/L4 – São Benedito – Uberaba – MG
(34) 3333-1403 ¨ www.asbia.org.br ¨ asbia@asbia

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

O Estado não deve definir o que o cidadão deve consumir. É o que argumenta a indústria de carne bovina ao se manifestar contra a lei aprovada em São Paulo, que institui a Segunda Sem Carne no Estado. Em nota, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), que representa os grandes frigoríficos do país, manifestou repúdio ao texto, enviado à sanção do governador Geraldo Alckmin.

“Numa democracia, não cabe ao Estado ditar o que o cidadão deve consumir, nem interferir na ordem legal da economia por meio de artificialidade nas leis de mercado. O referido projeto, repleto de conceitos obsoletos e baseado em dogmas com afirmações inverídicas que ignoram a importância e os benefícios nutricionais da carne à saúde, nos remete à inconstitucionalidade do mesmo”, diz a nota.

A Abiec argumenta ainda que a lei pode gerar uma perda de até R$ 29 bilhões para a cadeia produtiva da pecuária de corte no Brasil. Além disso, poderia provocar o fechamento de até 250 mil postos de trabalho, com o “desaparecimento” de R$ 5 bilhões em salários.

“Pelo imenso impacto negativo em todo o país, e pela arbitrariedade do Estado ao ditar direitos e hábitos de consumo do cidadão, consideramos ser crível que o governador Geraldo Alckmin decida pelo veto a esse projeto que agride as bases democráticas e ignora o clamor crescente por menor interferência do Estado”, reivindica a entidade.

O projeto do deputado Feliciano Filho (PSC) foi aprovado no último dia 27 em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Se for sancionado, passa a ser proibido o fornecimento de carnes e derivados às segundas-feiras em escolas da rede pública, além de bares, restaurantes e refeitórios de órgãos públicos estaduais. O texto prevê até multa para quem descumprir a regra.

A indústria de frango e suíno, representada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também já se manifestou repudiando o projeto.

Estadão Conteúdo – A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon) divulgou nota no final da manhã desta sexta-feira, 29, contra a aprovação do projeto de lei do deputado Feliciano Filho, do PSC de São Paulo, que institui a “Segunda sem carne” em órgãos públicos do Estado.

“É surpreendente a falta de conhecimento dos deputados paulistas sobre alimentação das pessoas e sobre o importante sequestro de carbono feito pela intensificação das pastagens, como atentam vários trabalhos da Embrapa. Não bastasse isso, em pleno século 21 choca saber que uma decisão dessa importância foi tomada às pressas, a toque de caixa, sem um profundo, detalhado e necessário debate com a sociedade”, disse a entidade em nota.

“A Assocon e a sociedade paulista contam com o bom senso do governador Geraldo Alckmin, para que vete esse projeto.”

O projeto de lei “Segunda sem Carne”, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), proíbe o consumo de proteínas de origem animal às segundas-feiras em órgãos públicos do Estado, como escolas e penitenciárias.

Veja a carta da entidade:

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) repudia veementemente o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que impõe a “Segunda sem Carne”.

Assumindo a ideologia de um grupo específico, a aprovação do projeto atropela a Constituição e os direitos de mais de 40 milhões de cidadãos que hoje residem no Estado de São Paulo.

Além de gerar 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos, a cadeia produtiva de proteína animal constitui parte fundamental da garantia de segurança alimentar da população, com a oferta de alimentos de alta qualidade e de baixo custo, acessíveis às diversas classes sociais.

Como entidade representativa da avicultura e da suinocultura, a ABPA confia no correto entendimento do Governador Geraldo Alckmin sobre o papel econômico e social do setor de proteína animal para o Estado. Vetar este projeto de lei é, também, defender a liberdade de escolha do cidadão.

ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal

Estadão Conteúdo – Os preços da carne bovina no varejo brasileiro subiram em todos os Estados monitorados pela Scot Consultoria. Entretanto, apesar do viés altista, os seguidos reajustes impostos pelos frigoríficos estreitaram as margens dos varejistas para o menor patamar do ano, disse a consultoria, em nota de mercado.

Em São Paulo, a valorização da carne bovina no varejo foi de 0,4%, enquanto em Minas Gerais foi de 0,1% e 0,3% no Rio de Janeiro. A maior alta foi registrada no Paraná, de 1,5%. Na contramão, a diferença média entre o preço de venda e o de compra está em 58,3%, disse a Scot.

Com o objetivo de elevar a comercialização de cortes premium no mercado paulista e atender a restaurantes de alto padrão da capital paulista, a Associação Brasileira de Angus fecha nova parceria com o grupo Cavour, empresa que congrega a rede de restaurantes Varanda Grill e a Intermezzo Gourmet. Segundo o CEO da Cavour Participações, Sylvio Lazzarini, a meta é elevar em 50% a movimentação de cortes Angus nos próximos dois anos. “É uma parceria importante porque demonstra o reconhecimento dessa relevante rede de restaurantes em relação à carne Angus”, pontuou o diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Salvador.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, a parceria é importante pois a rede possui grande representatividade em servir carnes de qualidade. “Isso demonstra que o programa Carne Angus está sendo cada vez mais reconhecido por seu trabalho”, disse.

Aclamado pela crítica e pelos clientes, o Varanda Grill é referência em cortes de alta qualidade e gastronomia. Mensalmente, a rede consome 9 toneladas das 16 toneladas negociadas pela Intermezzo Gourmet. O restante é repassado a outros restaurantes. Segundo Lazzarini, o cardápio Angus representa praticamente 100% das carnes consumidas nos três restaurantes do Varanda em São Paulo.

Para garantir máxima excelência dos cortes e oferta constante para abastecer sua rede, o executivo tem parceria com criatórios do Rio Grande do Sul que fornecem terneiros para engorda em propriedades no estado de São Paulo. Segundo o empresário, entre os atributos mais apreciados nos cortes Angus está o alto potencial de gordura entremeada, o que confere sabor diferenciado aos pratos servidos no Varanda Grill. Tal conquista, acrescenta Lazzarini, também advém de precocidade e do bom desempenho dos animais na cria, recria e em gorda. ​”No próximo dia 15, estaremos abatendo animais no JBS de Lins. A carne ficará maturando até o início de janeiro quando chegará ​a​o Varanda”, explica.

Os laticínios gaúchos encerram o ano com saldo positivo de conquistas e boas perspectivas de exportação em 2018. Entre as ações capitaneadas pelo Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) ao longo de 2017, está a abertura de novos mercados para os produtos lácteos, objetivo este que será uma das prioridades do próximo ano. “Fizemos um trabalho representativo a partir das demandas solicitadas pelos associados. Em 2018, nosso foco será a exportação, entendimento este que é consenso entre os associados”, afirma o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacando que o Brasil tem a possibilidade de exportar lácteos para 45 países.

Entretanto, avalia Palharini, uma das dificuldades para acessar estes mercados está ligada ao custo de produção, que ainda está acima em termos de competitividade se comparado a outros países. Uma das bandeiras para o próximo ano será buscar junto ao governo federal algum programa de incentivo à exportação. “Entendemos que existe espaço para que sejamos mais criativos para superar este momento de crise vivido nos últimos dois anos e fugir deste cenário que pode se repetir”, afirma Palharini. Um dos caminhos é a busca de parceria com países com interesses em comum, como Uruguai e Argentina.

Outra iniciativa importante que o Sindilat esteve à frente foi articulação política, juntamente com entidades de produtores e sindicatos das indústrias de SC, PR, GO e MG, para abertura de compra governamental de leite em pó e leite UHT. Para tanto, representantes dos laticínios gaúchos foram diversas vezes à Brasília negociar e pressionar o governo federal. Na ocasião, a entidade conseguiu uma linha do Banco do Brasil para formação de estoque de leite e industrialização com juros de no máximo 12% ao ano, além de prorrogação das dívidas de investimento dos produtores de leite por um ano.

Entre as ações desenvolvidas neste ano, destaque para a criação do Criação do Pub do Queijo, que teve sua primeira edição na Fenasul, na casa da Farsul. A consolidação do projeto ocorreu na Expointer 2017, onde milhares de pessoas puderam degustar os produtos lácteos da indústria gaúcha em espaço próprio do Sindilat. Ao longo de 2017, a entidade também consolidou o Fórum Itinerante do Leite, que começou em 2016 e neste ano expandiu para outras regiões do Estado, chegando à 5ª edição. Os próximos eventos estão programados para os dias 10 de abril de 2018, em Três de Maio, e 7 de agosto, em Passo Fundo.

Outra concretização é a aplicação de recursos advindos de crédito do PIS/COFINS em projetos de assistência técnica por meio do Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Além de capacitação em melhoria da qualidade do leite, melhoramento genético, educação sanitária e controle sanitário, por meio de testes de tuberculose e brucelose em animais de três mil propriedades. Com esta iniciativa, que tem como objetivo a melhoria da saúde pública, também será possível buscar a habilitação do RS para exportação de lácteos a mercados que exigem o controle dessas enfermidades.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), informa que foi publicada hoje, no Diário Oficial Mexicano, a renovação das cotas de importação de carne de aves para aquele destino.

A cota para importação de carne de frango havia sido deferida em 16 de maio de 2013 e agora foi renovada até dezembro de 2019, mantendo as mesmas características da originalmente publicada e no montante residual do que foi até aqui utilizado, volume superior a 100.000 toneladas.

Conforme o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, além de confirmar o fluxo de negócios já consolidado entre Brasil e México, há expectativa de que novos fluxos de exportações se construam a partir da renovação das cotas.

“A renovação das cotas de importação de carne de frango pelo México reforça a parceria estabelecida entre os dois países e confirma a confiança da população mexicana na qualidade da carne de frango brasileira”, explica Francisco Turra.

O Estado de São Paulo foi oficializado como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento publicou a Resolução SAA n º 10, que delimita todo o território do Estado de São Paulo como área de controle da praga. Os procedimentos fitossanitários integram o Programa de Modernização e Desburocratização da Agricultura – Agrofácil SP.

Os produtores localizados em áreas afetadas pelo cancro cítrico poderão adotar novas estratégias de controle da praga que não sejam exclusivamente a erradicação da planta doente. Poderão ser adotadas medidas para reduzir o potencial de inoculo visando à proteção de áreas ainda sem a ocorrência do cancro cítrico; permitir o trânsito de frutos cítricos oriundos de áreas de ocorrência da praga cancro cítrico; e permitir a exportação de frutos cítricos oriundos de áreas de ocorrência da praga para países que reconheçam o SMR como medida fitossanitária.

“Com a adoção desta estrat égica, os produtores localizados em áreas afetadas poderão comercializar frutas in natura, tanto no mercado interno como no mercado internacional, desde que adotem as medidas previstas pela legislação, devidamente atestadas em um certificado fitossanitário de origem”, informa o engenheiro agrônomo da Secretaria Marcelo Jorge Chaim, que junto à Defesa Agropecuária responde pelo Grupo Técnico de Defesa Sanitária Vegetal.

A conduta estabelecida pela Defesa Agropecuária, até então, era a eliminação da planta contaminada e pulverização com calda cúprica na concentração de 0,1% de cobre metálico, de todas as plantas de citros que estiverem em um raio perifocal de, no mínimo, 30 metros medidos a partir da planta eliminada contaminada – procedimento que deve ser repetido a cada brotação.

O citricultor deve realizar, no mínimo, uma vistoria trimestral em todas as plantas de citros da propriedade, com o objetivo de identificar e eliminar aquelas que apresentem sintomas da doença. Estas inspeções deverão ser informadas à Secretaria de Agricultura, por meio de relatórios semestrais, assim como já é feito para o greening (HLB).

O titular da CDA, Fernando Gomes Buchala, ressaltou que a mudança exigirá uma atenção maior de todos os elos da cadeia produtiva para as questões fitossanitárias, independente do sistema a ser utilizado. “A Defesa Agropecuária deixará de ser um agente fiscalizador para ser parceiro do produtor, dividindo a responsabilidade de controlar a praga. Para isso, é preciso monitorar cada etapa, desde a produção, passando pelo Packing House, a certificação da produç ão por profissionais credenciados, até chegar nas auditorias da CDA e do Mapa”, acrescentou.

Já o coordenador-adjunto de Defesa Agropecuária, Mário Sergio Tomazela, destacou que o SMR adotado por São Paulo foi amplamente debatido com o setor. “Em novembro de 2016 foi realizado o seminário internacional sobre a mudança da legislação com a participação de técnicos agrícolas, citricultores, representantes das indústrias e do governo para conhecer as ações de combate ao cancro realizadas em outros países como – Argentina, Paraguai e Uruguai – e trocar experiências para enfrentar com eficiência a doença que ataca a citricultura paulista. Após esse encontro, foram realizados workshops regionais em Araraquara, Avaré e São José do Rio Preto”, comentou.

Os critérios e procedimentos a serem adotados para implantação e manutenção do Sistema de Mitiga ção de Risco (SMR) para cancro cítrico, ainda serão definidos em normas específicas.

Nova estratégia

Em 6 de setembro de 2016, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Instrução Normativa (IN) nº 37, que estabeleceu medidas para o controle do cancro cítrico em todo o Brasil, abrindo a possibilidade para Estados com a incidência da praga adotar novas estratégias de controle que não fosse exclusivamente a erradicação da planta doente.

A legislação do Mapa atendeu à reivindicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, juntamente com a Comissão Técnica de Citricultura e a Câmara Setorial da Pasta, resultando na Instrução Normativa.

Cancro Cítrico

O primeiro registro de cancro cítrico em São Paulo foi em 1957. A doença é causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri e ataca todas as variedades e espécies de citros, provocando lesões em folhas, frutos e ramos, e quando em altas severidades pode provocar a queda de frutos e folhas com sintomas. As lesões podem ter variações nas suas características, podendo ser confundidas com outras doenças e pragas.

Dados do sistema Gedave, com base nas informações fornecidas pelos produtores mostram que em 2016 foram erradicadas 50.871 plantas cítricas com sintomas de cancro cítrico.

Por Teresa Paranhos

Considerado um dos segmentos mais proeminentes na economia nacional, o agronegócio tem seus segredos para estar em constante ascensão no Brasil. Um exemplo dessa potência é a avicultura brasileira, um dos principais braços do setor, que tem cuidado a cada dia para manter-se no topo do ranking dos maiores exportadores de carne de ave do mundo. No entanto, com a chegada da primavera e do verão, épocas do ano com maior índice de chuvas repentinas e quedas de energia, algumas empresas localizadas em áreas rurais, como granjas, entram em estado de alerta.

Essa preocupação chega com um objetivo aparentemente simples: não deixar os criadouros sem energia suficiente para garantir a temperatura ideal aos animais, fator importante para o sucesso da produção animal. Mas a principal pergunta para suprir essa necessidade é: como garantir energia nestes ambientes, ainda mais nessas estações do ano?

De acordo com o diretor de marketing e comercial da NHS, Ronaldo Paiva, empresa especializada na fabricação de inversores destinados ao mercado de energia solar, uma das alternativas é a instalação de sistemas fotovoltaicos, que ajudam a gerar energia através da captação da luz do sol.

“As principais indústrias do agronegócio, hoje, contam com equipamentos eletrônicos sofisticados em suas unidades operacionais, como granjas e criadouros. E como todos estes equipamentos precisam de energia para funcionar é importante que estas empresas se adaptem para que não haja falta de energia e a produção animal continue com o status de excelência”, comenta o executivo.

Novidades para o futuro
Segundo Ronaldo, já no primeiro semestre de 2018, a empresa disponibilizará ao mercado os primeiros modelos de inversores solares híbridos. O equipamento, junto ao sistema fotovoltaico e baterias, vai possibilitar ao consumidor a geração e o armazenamento de energia para o consumo no período noturno.

“Existe uma grande expectativa do mercado para este novo produto, previsto para meados do início do próximo ano. Além de garantir autonomia de energia no período da noite, mesmo sem o fornecimento da concessionária, o sistema vai reduzir significativamente os gastos com energia”, conclui Ronaldo.