Nesta terça-feira (31), Carlão da Publique e o zootecnista Thiago Galdiano foram recebidos na sede da Ourofino Saúde Animal pelo Diretor de Marketing da Companhia, Fábio Viotto.

Na ocasião, Viotto apresentou aos executivos do Grupo Publique, a campanha “Leite é bom com tudo”, cujo objetivo é valorizar o produto leite e a cadeia produtiva do leite como um todo.

Segundo Cláudia Schimidt, Gerente de Serviços de Marketing da empresa, “o leite é um alimento versátil e é, literalmente, bom com tudo. Com café, com chocolate, na vitamina, nos bolos e assim por diante” conclui a executiva.

Carlão saiu entusiasmado da reunião e promete se transformar no embaixador da campanha. “Fui criado com leite ao pé da vaca. Vamos apoiar esta iniciativa”, afirmou o empresário.

A reunião aconteceu na sede da empresa em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto.

 

Estadão Conteúdo – A escassez de chuvas nos últimos dois meses em regiões de Mato Grosso é motivo de alerta para pecuaristas, por causa da falta de suporte às pastagens e da possibilidade de aumento do preço dos grãos, afirma o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “As chuvas são o principal fator que torna viável a formação, renovação e desenvolvimento das pastagens nas propriedades rurais e a sua ocorrência é sempre esperada pelos produtores”, informa o Imea, em relatório.

O instituto relata que, nos últimos dois meses, o índice de chuvas foi inferior à do mesmo período de 2016 em algumas regiões, como em Canarana (-66,25%) e Diamantino (-41,60%).

“Estes números de 2017 são preocupantes para os pecuaristas, pois podem significar atraso na entrega de animais futuramente, em virtude de as pastagens não estarem 100% aptas para receber os animais”, mostra o relatório.

O Imea aponta, ainda, que a escassez de chuva pode acarretar o encurtamento da janela de semeadura do milho segunda safra (principal fonte de suplementação animal), “podendo trazer menor produção e até mesmo alta nos preços do grão”.

O Pantanal Sul-Mato-Grossense será palco de um grande encontro entre pecuaristas em novembro. A Agropecuária Jacarezinho promove, nos dias 26 e 27, em Coxim (MS), um dia de campo seguido de um Leilão de Touros AJ.

No dia 26 (domingo), o encontro começa na Fazenda Novo Horizonte, quando vai ser apresentado o trabalho que a Jacarezinho vem desenvolvendo na região do Pantanal. “O encontro começa às 16 horas e termina com um convite para ver o pôr do sol no Pantanal, que é uma das paisagens mais lindas”, destaca o CEO da Jacarezinho, Ian Hill.

Ian Hill, gerente da Jacarezinho

No dia seguinte,  27 de novembro (segunda-feira), o encontro reinicia às 10 horas, no Sindicato Rural de Coxim, com a palestra do zootecnista e mestre em produção animal, Antonio Chaker, que vai falar sobre o uso de métricas na gestão da fazenda. Depois, o assunto continua em uma mesa redonda com Ian Hill, Marcos Molina e Antonio Chaker, tendo o Carlão da Publique como moderador do debate.

O leilão de Touros AJ começa às 14 horas, com a oferta de 250 exemplares Nelore com CEIP, dos quais  100% têm avaliação genômica desenvolvida pela Agropecuária Jacarezinho em parceria com a Delta Gen – que possui o banco de dados mais consistente do mercado com mais de um milhão de informações. “Essa vai ser uma grande oportunidade para os produtores conhecerem de perto o nosso trabalho de 30 anos de seleção, que, agora, ganha espaço no coração do Pantanal”, conclui Ian Hill.

Programação

Dia 26 de novembro (domingo)
Local: Fazenda Novo Horizonte – Coxim-MS
16h: Recepção aos convidados;
16h30: Apresentação AJ no Pantanal – Equipe AJ;
18h45: Pôr do Sol – Encerramento.

Dia 27 de novembro (segunda-feira)
Local: Sindicato Rural de Coxim-MS
8h: Recepção aos convidados;
11h: Palestra ” O uso de métricas na gestão da fazenda”  –  Antonio Chaker (zootecnista);
12h: Mesa Redonda com Ian Hill, Marcos Molina e Antonio Chaker. Moderador: Carlão da Publique;
13h: Almoço;
14h: Início do Leilão AJ Pantanal.

Sobre a Agropecuária Jacarezinho
Hoje, a Jacarezinho é referência na produção de touros Nelore com CEIP, com uma seleção a pasto de ciclo curto e fruto de um intenso trabalho de melhoramento genético. Foi a Jacarezinho que fundou a Delta Gen, atualmente o maior programa de CEIP do Brasil, com um banco de dados de 500 mil animais avaliados.  Tanta tradição e qualidade são comprovadas pela liquidez de seus leilões, sucesso de vendas com exemplares AJ presentes em mais de 16 estados brasileiros, com mais de um milhão de doses de sêmen vendidas e 21 mil touros comercializados.

Informações para a Imprensa | Grupo Publique
(11) 9.9382.1999 – assessoria@publique.com – com Priscila Pontes
(11) 9.8839.1991 – renato@publique.com – com Renato Ponzio
(11) 9.9105.2030 – carlos@publique.com – com Carlão da Publique

Estratégias de reprodução e nutrição diferenciadas em bezerros elevam a prenhez e produzem animais de alto potencial na região do Pantanal em Mato Grosso do Sul. Lá bezerros estão sendo desmamados aos oito meses de idade com 250 kg, diz o pesquisador Ériklis Nogueira da Embrapa Pantanal. Em condições semelhantes, mas sem essas técnicas, um bezerro cruzado costuma ter cerca de 50 kg a menos.

Os animais foram obtidos por meio de estratégias produtivas e reprodutivas elaboradas por meio do projeto “+ Cria”, coordenado pela unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa dentro do arranjo “+ Precoce”, liderado pela Embrapa Gado de Corte. Os estudos investigam alternativas para aprimorar a produção do novilho precoce desde os primeiros estágios.

“Os objetivos principais do ‘+ Cria’ são aumentar o número de bezerros e a qualidade”, informa Nogueira. Para isso, a equipe considerou estratégias reprodutivas e de manejo nutricional e sanitário como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IAFT), Transferência de Embriões em Tempo Fixo (TETF), escolha de genética e estratégias de suplementação dos bezerros. Na IATF, os cios das fêmeas são programados e sincronizados para aumentar a eficiência reprodutiva e, na TETF, o embrião é produzido em laboratório e transferido para as receptoras. “Hoje, estamos conseguindo apresentar alternativas reais de aumento de produção e de qualidade dos animais”, afirma o especialista.

Até o momento, cerca de 5.000 vacas foram avaliadas no Pantanal e no Planalto de MS; mais de 2.500 foram inseminadas por meio do projeto e os bezerros já nasceram.

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Fonte: Revista AG

Do Portal Embrapa

Produtores rurais, veterinários e técnicos em geral contarão, a partir de novembro, com um programa inédito que reunirá informações úteis para promover manejo integrado das principais parasitoses da pecuária brasileira. O Programa Paratec, cujo portal será lançado no dia 7 de novembro no Semiárido Show, em Petrolina (PE), pretende disponibilizar conhecimentos atualizados sobre as estratégias recomendadas pela Embrapa e seus parceiros para combater doenças causadas por vermes, moscas, carrapatos, sarnas e piolhos, que provocam perdas produtivas em rebanhos animais de ovinos, caprinos e bovinos.

A ideia do portal é fornecer informações detalhadas, permitindo o treinamento on-line com enfoques regionais, para gerenciar os riscos das principais parasitoses dos animais domésticos nas diferentes partes do País. Para isso, será composto por quatro programas, cada um com página específica no portal. São eles: Paratec Vermes, Paratec Moscas, Paratec Carrapatos e Paratec Sarnas e Piolhos. O primeiro já traz informações para o controle de verminose de caprinos e ovinos do bioma Caatinga e, em breve, também trará recomendações para outros biomas e também para a bovinocultura. Os demais programas serão lançados futuramente.

“O objetivo inicial era elaborar somente um programa de controle de verminose em caprinos e ovinos, que é minha área de atuação. No entanto, percebi que um plano mais completo, com outros programas de controle que possam ser liderados por formadores de opinião das diversas áreas da parasitologia teria mais força, e seria mais estratégico para a captação de recursos e formação de parcerias para que, futuramente, o programa seja autossuficiente”, explica o médico-veterinário Marcel Teixeira, pesquisador da área de Sanidade Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), que idealizou o programa tomando como referência experiências em países como Austrália e Nova Zelândia.

Segundo Marcel, o corpo técnico do Paratec já é formado por pesquisadores de diferentes Unidades da Embrapa, de universidades brasileiras e instituições estrangeiras. O plano, porém, é mais amplo: buscar outras parcerias nos setores público e privado para, além de disponibilizar informações on-line sobre as parasitoses, viabilizar capacitações presenciais de profissionais do setor e garantir recursos financeiros para manutenção dos programas.

“A prioridade é estar com o conteúdo completo do Paratec Vermes, incluindo todas as funcionalidades on-line, até o fim de 2018, juntamente com um calendário de atividades de treinamento. Como ele servirá de modelo para os demais, em seguida iremos formular e adaptar os outros”, adianta Marcel. Segundo ele, o portal também servirá para cadastro de técnicos capacitados que possam prestar assistência técnica – especialmente no âmbito dos programas de controle das parasitoses – nas diversas regiões do País, além de cadastrar também produtores e fornecer dados sobre temas de interesse dos públicos do setor produtivo.

De acordo com o pesquisador, o programa privilegiará soluções tecnológicas e orientações de manejo adequadas para as realidades regionais que observem as diferenças de climas, raças e pastagens em cada bioma brasileiro. “[Antes de aderir a um programa] o produtor rural vai querer saber, na ponta do lápis, se vale a pena ou não. Por isso, precisamos trabalhar com estratégias bem práticas e de baixo custo”, acrescenta Marcel.

Controle de Verminoses

O primeiro dos quatro programas do Paratec a ter conteúdo disponibilizado é o Paratec Vermes. Ainda este ano, o internauta já poderá acessar informações referentes ao controle de verminoses em caprinos e ovinos no bioma Caatinga. Até 2018, também estarão disponíveis informações referentes ao manejo integrado da verminose em caprinos e ovinos nas regiões da Mata Atlântica e Pampas, e para bovinos no Cerrado. “Neste momento, não há como disponibilizar informações para todos os biomas, nem sobre todas as metodologias, pois ainda dependemos de resultados de pesquisas em andamento”, explica Marcel.

Entre os desafios do programa, está a chamada resistência anti-helmíntica: aquela que os vermes desenvolvem contra os medicamentos, ao longo do tempo, em virtude do uso contínuo de vermífugos nos rebanhos. Para contornar o problema, é recomendada a realização de testes de eficácia dos vermífugos e o uso racional dos medicamentos, informações que também serão disponibilizadas no site.

Segundo o médico-veterinário Eduardo Luiz Oliveira, analista da Embrapa Caprinos e Ovinos, a estratégia de controle integrado é baseada em três práticas fundamentais: a escolha do grupo químico de medicamento mais adequado para o rebanho (após o teste de eficácia); a utilização de métodos seletivos como o Famacha, que se baseia no exame da mucosa ocular dos animais para identificar graus de anemia (provocada por parasitos hematófagos) e, assim, vermifugar somente os animais que realmente necessitam de medicamento; o descarte orientado de animais que se mostram mais suscetíveis à verminose.

Eduardo explica que, com a integração dessas três práticas, é possível reduzir gastos com medicamentos, reduzir o problema da resistência anti-helmíntica e, ainda, descartar animais mais suscetíveis à verminose, para ter, em um prazo mais longo, um rebanho mais resistente.

“Ao saber qual vermífugo é eficaz, você pode usá-lo de forma orientada, reduzindo custos de compra. Com o uso do cartão Famacha, você identifica os animais que precisam tomar medicamento e investe na vermifugação somente desses. E pode descartar animais mais suscetíveis (ao identificar quem necessitou de oito doses de vermífugo em um período de seis meses), mantendo no rebanho somente os mais resistentes. Como a tendência dos animais resistentes é terem filhos também resistentes, o produtor estará fazendo uma seleção para melhorar o rebanho”, destaca ele.

Outras recomendações são os cuidados com a alimentação, com fornecimento de proteína a categorias mais sensíveis (borregos, borregas, cabritos e cabritas até a desmama; cabras e ovelhas em gestação e com crias ao pé); limpeza regular das instalações, com cochos limpos e colocados fora das baias; alternativas como o pastejo alternado com espécies animais diferentes para reduzir a contaminação da pastagem por larvas – bovinos, por exemplo, podem ingerir vermes que atacam caprinos e ovinos, sem que sua saúde seja prejudicada.

No Semiárido brasileiro, experiências práticas com a adoção das orientações do controle integrado de verminose já apontam para resultados favoráveis. Na localidade de Marrecas, distrito de Tauá (CE), a agricultora Cícera Almeida, destaca avanços na redução de casos de verminose em seu plantel, composto por aproximadamente 90 animais, entre caprinos e ovinos.

“Antes de conhecer o controle integrado recomendado pela Embrapa, a gente juntava todos os animais e vermifugava a cada seis meses. Agora, com o Famacha, passamos a controlar melhor, conhecemos a importância do manejo e da alimentação, que é base fundamental para o controle”, afirma ela. Segundo Cícera, em dois anos de adoção ao controle integrado, o saldo é satisfatório. “A verminose diminuiu uns 80 a 90%”, frisa ela.

Nos últimos anos foram grandes os avanços genéticos observados na raça Canchim. O maior deles, segundo o Programa de Melhoramento Genético Geneplus da Embrapa Gado de Corte, pode ser atribuído à Prova Canchim de Avaliação de Desempenho (PCAD), ferramenta que mudou o parâmetro de escolha dos touros em detrimento à pista, modelo que por muito tempo pautou a decisão de quais touros seriam utilizados pelo mercado. “Hoje, o perfil dos animais é outro. Temos um gado altamente produtivo e funcional. Touros que são máquinas de produtividade”, diz Valentin Irineu Suchek, um dos mais tradicionais selecionadores da raça, dono da Estância Canta Galo, em Itapetininga, SP.

Entre os vários dados importantes a respeito da prova, está o grande impacto que a avaliação gerou no desempenho dos animais, desde sua primeira edição, em novembro de 2011. Até o início da PCAD, o desvio padrão de cada safra era 3% negativo, percentual que evoluiu para 2,5% positivo segundo o IQG, Índice de Qualificação Genética, utilizado para ranquear os animais do Sumário de Touros Geneplus. Na prática, os dados indicam que até a realização da prova os ganhos genéticos eram modestos ou praticamente inexistentes na raça.

Para o conselheiro técnico da ABCCan (Associação Brasileira de Criadores de Canchim), Maury Dorta Júnior, a evolução do rebanho está diretamente ligada à identificação e uso de touros mais eficientes, indivíduos capazes de gerar saltos genéticos e tornarem-se verdadeiras ferramentas de lucratividade nas propriedades usuárias do Canchim. “A PCAD tem acelerado os ganhos de maneira consistente e tem-se percebido com maior clareza seu impacto no melhoramento, gerando um ciclo virtuoso”, analisa Dorta.

O resultado pode ser facilmente observado a partir das DEPs dos animais que foram destaque nas edições anteriores da prova e suas progênies. Marino MN da Itamarati (Campeão Progênie de Pai da PCAD Jussara/GO 2015) e Abio MN da Ipameri (Reservado Campeão Progênie de Pai na mesma edição) comprovaram que possuem qualidade superior ao classificarem seus filhos com destaque na PCAD 2016. Outro exemplo é o do touro Diálogo MN da São Tomé (touro Elite na PCDA 2014) e seu filho, Fantástico 912 MN da São Tomé, eleito Campeão Ouro 2016.

Na edição deste ano, que se encerrará em 11 de novembro na Ilma Agropecuária, em Angatuba, SP, serão eleitos os melhores indivíduos entre 200 animais levados à PCAD 2017 animais oriundos de 15 criatórios diferentes. Além da premiação, o evento contará com uma extensa programação coordenada pela ABCCan, com co-participação da Embrapa Gado de Corte.

Encerramento da prova

O encerramento da 7ª Prova Canchim de Avaliação de Desempenho (PCAD) será realizado em 11 de novembro, na Ilma Agropecuária, em Angatuba, SP.

Realizada há seis anos consecutivos, a prova anual do Canchim avalia cerca de 200 animais/ano divididos em dois grupos nascidos entre julho e agosto; e entre setembro e novembro, oriundos de 20 criatórios a cada edição. O objetivo da PCAD é identificar garrotes que possam se tornar futuros raçadores da raça com a produção de animais geneticamente superiores, seja para uso nos projetos de seleção ou no cruzamento industrial.

Desde que começou, em 2011, foram avaliados em torno de 1.200 animais de 50 criatórios de diversas regiões do País, números que deram à prova do Canchim o título de maior teste de performance de uma única raça já realizado no País. São ponderadas 11 características de importância econômica, incluindo ganho de peso diário, peso final na prova, perímetro escrotal, área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, conformação frigorífica, qualidade de pelagem, correção de umbigo e prepúcio, aprumos, caracterização racial, além de rendimento de carcaça e qualidade de carne, com foco na identificação de animais também por marmoreio.

O processo conta com a ultrassonografia de carcaça nas aferições e deve, em um futuro próximo, incluir também avaliações por eficiência alimentar pelo sistema automatizado GrowSafe, etapa fundamental na avaliação de animais eficientes em ganho de peso e menor conversão de matéria seca.

A meta é ambiciosa: em 13 anos, reduzir pela metade o desperdício mundial de alimentos. Todo ano 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de alimentos são jogados no lixo enquanto que 795 milhões de seres humanos passam fome.

Segundo dados das Nações Unidas, a produção oriunda de 30% da área agricultável do mundo é lançada fora. O prejuízo é estimado em US$ 750 bilhões.

América Latina e Caribe refletem o que acontece no planeta. Mais da metade dos alimentos são inutilizados: 28% na produção e outros 28% no consumo.

No Brasil ainda não há estudos conclusivos para desenhar o mapa do desperdício. A pesquisadora da Embrapa, Milza Moreira Lima, explica que nos países mais desenvolvidos o desperdício é menor na produção e maior no consumo. Nos países mais pobres ocorre o inverso, mas as duas situações existem no Brasil: regiões mais urbanizadas em que o desperdício é mais elevado no consumo e menos urbanizadas com maior desperdício na produção.

Além disso, a pesquisadora alerta que para dispormos de uma análise acurada é preciso também avaliar o impacto ambiental dessa produção perdulária.

Em 2016, a Embrapa lançou a campanha #Sem Desperdício com o objetivo de conscientizar produtores e mudar hábitos de consumo, resultado da parceria com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e WWF Brasil (entidade não governamental dedicada à conservação da natureza).

A próxima etapa da campanha acontecerá no Rio de Janeiro com o seminário Sem Desperdício, a realizar-se nesta terça feira, dia 31 de outubro, no Museu de Arte do Rio de Janeiro. O evento integra os Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil reunindo técnicos europeus, brasileiros, representantes do comércio e da indústria nacionais.

Especialistas da Dinamarca Espanha, França, Holanda e Suécia apresentarão as experiências bem-sucedidas em seus países e que poderão estimular o desenvolvimento de políticas públicas brasileiras de combate ao desperdício.

A FAO Brasil apresentará relatos de estudos sobre o tema na América Latina e colocará em discussão estratégias de combate ao desperdício de alimentos passíveis de serem adotadas no país.

Representantes de empresas brasileiras analisarão oportunidades para reduzir as perdas nas etapas finais da cadeia agroalimentar, tais como estudos de caso no varejo no Rio de Janeiro e nas indústrias paulistas de embalagens.

Os especialistas europeus visitarão uma propriedade rural na região serrana do Rio de Janeiro, modelo de agricultura orgânica e de aproveitamento de resíduos na colheita e no processamento,

“Com uma produção diária de dez toneladas de hortaliças por dia, cinco são de resíduos”, explica Aline Bastos, analista da Embrapa Agroindústria de Alimentos. “As sobras da colheita e do processamento das hortaliças são usadas para compostagem. Essa prática diminui o impacto ambiental e o custo com logística, já que não é necessário contratar caminhões para o transporte desses resíduos, e ainda gera um insumo para a produção orgânica”.

O seminário terá transmissão online pelo canal da Embrapa no YouTube e no perfil Sem Desperdício no Facebook.

Os clientes do Grupo Publique tiveram amplo espaço na edição de outubro/novembro da Revista Pecuária Brasil. No total, são 10 empresas, fazendas e associações: ABCB Senepol, Agropecuária Jacarezinho, Asbia, Carpa Serrana, Genética Aditiva, Ita Senepol, NeloreCEN, Neogen do Brasil, Prata Agropecuárua e Semex Brasil.

Além delas, a publicação traz o artigo do presidente do Grupo Publique, Carlos Alberto da Silva, na contracapa. Para ler na íntegra, acesse: http://www.revistapecuariabrasil.com.br/revista-on-line

Veja abaixo:

Agro Jacarezinho

ABCB Senepol

 

Asbia

Carpa Serrana

Ita Senepol

Prata Agropecuária

NeloreCEN

Neogen do Brasil

SEMEX

 

 

 

por Inttegra, Instituto Terra de Métricas Agropecuárias

Convivemos diariamente com as seguintes questões: “estou indo bem? ou indo mal?, ou melhor, aonde minha fazenda vai bem e aonde ela vai mal”? Quando apresentamos o grande volume de informações que devem ser monitoradas em uma fazenda para que a resposta seja a mais completa possível, vêm a réplica: “mas….o que realmente importa”? Pensado numa resposta objetiva, didática e sobretudo aplicável, elaboramos os sete indicadores que mostram de forma mais ampla e conclusiva o desempenho da empresa pecuária.

1 – LOTAÇÃO e GANHO MÉDIO DIÁRIO: A lotação mede a carga animal que a fazenda manteve por unidade de área (ha ou Alq.) durante o ano. Deve ser avaliada em Cabeças e UA’s (450 kg de PV). Sabemos projetos com lotação média inferior a 1,2 UA/ha/ano apresentam média/baixa ou baixa capacidade de geração de lucro. Por outro lado, de nada vale termos lotação se o ganho individual dos animais foi baixo. Como o propósito da exploração pecuária é a produção de peso vivo e consequentemente a carne, seja na cria ou na engorda, o foco no ganho diário é determinante. Entendemos que o ganho global dos animais deva superar 0,4kg/cab/dia.

2 – TAXA DE DESMAME: É o mais importante indicador da cria. Representa o total de animais desmamados em relação às vacas expostas em reprodução dentro de determinado período. A taxa de desmame é um poderoso indicador do desempenho reprodutivo devido contemplar os índices de fertilidade, perda pré-parto e a mortalidade de bezerro. O valor mínimo para taxa de desmame ser considera média/boa é de a75%. Lembramos que o peso dos bezerros ao desmame complementa a análise

3 – TAXA DE DESFRUTE: A taxa de desfrute mede a capacidade que o rebanho teve para gerar excedente, ou seja, representa a produção (em @, kg, ou cabeças) que teve em um ano em relação ao rebanho inicial. Quanto maior a taxa de desfrute, maior a produção interna do rebanho. Em sistemas de recria/engorda o desfrute deve superar 50%, no ciclo completo 40%.

4 – REFERENCIAMENTO DA EQUIPE: A resposta para a pergunta: Minha equipe é grande ou pequena, devo contratar ou demitir? Antes de responder, sempre perguntamos, se o serviço está em dia? Evidente que além desta resposta, outros indicadores auxiliam na análise. Dentre estes destacamos as relações cabeça/funcionário e funcionário hectare. Por outro lado, podemos dizer que os dois índices mais conclusivos são o percentual que a folha representa sobre o faturamento e o faturamento por funcionário/ano. Salário em relação a região, motivação e comprometimento devem completar a análise.

5 – PRODUÇÃO DE ARROBA/HA/ANO: Mede a produção em kg de carcaça convertido em @ (15 kg de peso morto) por hectare de pasto. Tem íntima relação com o faturamento da empresa. É o indicador produtivo que mais merece atenção por sofrer influência da lotação do ganho diário, das taxas reprodutivas e mortalidade. A média brasileira não chega a 3@. Acreditamos que o alvo das empresas agropecuárias deva superar 10@/ha/ano.

6 – DESEMBOLSO POR CABEÇA POR MÊS: Produzir muito, gastando ainda mais não pode ser a combinação. Diante disto o monitoramento sistemático dos valores de desembolso por cabeça por mês deve ser efetuado. Este valor mede o total de dinheiro gasto na fazenda em relação ao rebanho médio. Sempre avaliados mês a mês com acúmulos trimestrais e anual. Lembramos que os valores de investimento na compra de gado não devem compor a soma das despesas, apenas os custeios somados aos investimentos produtivos. O desembolso/cabeça/mês deve ser inferior a R$ 40,00/cabeça/mês. Destes R$ 40,00 a maior parte deve ser investimentos e manutenção de pastagem, seguidos pelos insumos do rebanho e mão de obra. Não podemos deixar de destacar que quanto menor os índices do rebanho, menor poderá ser o desembolso.

7 – LUCRO POR HECTARE POR ANO: É o mais importante de todos, afinal é o que sempre perseguimos. Infelizmente a definição que Lucro é uma fantasia contábil e que a matemática é mágica, faz com que muitos nem tentem calcular ou desistam na primeira dificuldade. De posse disto e focando na solução, a Terra Desenvolvimento, através de uma ampla conferência entre técnicos da produção, contabilidade e clientes elaborou o método chamado BPC (balanço produtivo de caixa). Este balanço mostra a capacidade que a fazenda teve para gerar recursos “extraíveis”, ou seja, resultado de caixa que chamamos, neste momento, de lucro operacional.

Fórmulas:
– Lotação (UA’s/Ha)= Rebanho Médio (UA) ÷ Área de Pastagem (ha)
– GMD (kg/cab/dia) = [peso final (kg) – peso inicial (kg)] ÷ período entre pesagens (dias)
– Referenciamento de Equipe:
a) Folha sobre o faturamento: Valor folha de pagto (R$) ÷ Faturamento (R$) x 100
b) Faturamento por funcionário por ano: Total de Receita ÷ total de funcionários
– Taxa de desfrute Safra 2010/2011 =
[Peso total do rebanho (@) em junho 2011 – Peso total do rebanho (@) em julho 2010 – Peso total comprado (@) no período jul/10 a jun/11 + Peso total vendido (@) no período jul/10 a jun/11] ÷ Peso total do rebanho em julho 2010 (@) x 100
– Produção de @/ha/ano =
[Peso total do rebanho (@) em junho 2011 – Peso total do rebanho (@) em julho 2010 – Peso total comprado (@) no período jul/10 a jun/11 + Peso total vendido (@) no período jul/10 a jun/11] ÷ área de pastagem (ha)
– Desembolso/cabeça/mês = Total de desembolso/mês em R$ ÷ rebanho médio do mês (cabeças)
– Lucro/ha/ano = [Total Geral de receitas (R$) – Total geral despesas (R$) + Variação do rebanho* (R$)] ÷ área de pasto (ha)
*aumento ou diminuição do rebanho

Desenvolver ferramentas com base na informação de marcadores genéticos, pedigree e fenótipos para selecionar animais mais resistentes ao carrapato, à tristeza parasitária, à ceratoconjuntivite (inflamação simultânea da córnea e da conjuntiva) e ao carcinoma ocular, mas também adaptados ao calor e altamente produtivos em ambientes tropicais e subtropicais. Estes foram os objetivos do projeto da Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a central Delta G.

A iniciativa contou com o apoio da Associação Brasileira de Hereford e Braford e permite a identificar população de animais resistentes ao carrapato, através do estudo do genoma dos bovinos dessas raças.

“O projeto atendeu à demanda dos criadores que participam da Conexão Delta G, grupo que seleciona Hereford e Braford, através de um programa conjunto de melhoramento genético”, explica o chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Pecuária Sul Fernando Flores Cardoso.

De acordo com o pesquisador, o trabalho aliou o máximo potencial genético dos animais para desempenho, carcaça e qualidade de carne com características de adaptação ao meio ambiente de uma maneira sustentável.

“O projeto, que já se tornou referência mundial, desenvolveu uma nova tecnologia para a seleção de animais com maior resistência ao carrapato e a outras características de adaptação, por meio de marcadores genéticos”, diz.

MARCADORES GENÉTICOS

Segundo o chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Pecuária Sul Fernando Flores Cardoso, o uso dos marcadores genéticos é considerado fundamental para se obter a maior produtividade do rebanho. Foto: divulgação

O uso dos marcadores genéticos é considerado fundamental para se obter a maior produtividade do rebanho. “O marcador genético é uma variação na sequência de letras (A,C,T,G) que compõe o genoma de um animal em relação à população a qual ele pertence e que está associada ao seu desempenho em características de importância econômica, resistência a doenças, qualidade de produto, entre outros”, explica Cardoso.

Segundo ele, o segredo é descobrir aonde se encontram as marcas associadas a uma determinada característica e o seu efeito no desempenho. “Uma vez feito isso, podemos selecionar os animais somente pelo marcador sem precisar medir seu desempenho.”

Em sua opinião, isso é muito importante para características de difícil mensuração, como o carrapato, por exemplo. “Na maioria dos casos, inclusive o do carrapato, são muitos genes envolvidos, então precisamos de muitos marcadores e selecionamos pela soma dos efeitos de todos os marcadores associados”, acrescenta.

Cardoso afirma que o grande diferencial da genômica é o fato de não ser necessário expor o animal ao carrapato para ver o seu valor genético. “Uma vez desenvolvida a população de referência e feita a combinação das diferenças da sequência de letras do código genético, que é o marcador genético, e associá-lo com a resistência ao carrapato, podemos obter a informação do DNA e realizar uma predição do valor genético do animal sem ter que expô-lo ao carrapato”, esclarece.

RESULTADOS

Segundo Cardoso, foram publicados três sumários de touros para as raças Hereford e Braford, em que mais de 250 dos principais touros usados em inseminação artificial nessas raças estão avaliados com informação genômica para resistência ao carrapato e outras características de adaptação, como comprimento do pelo e pigmentação.

“Foi desenvolvido um painel de marcadores que permite fazer a seleção aprimorada pela genômica de animais jovens sem filhos e sem a necessidade de os expor aos carrapatos”, conta. Essas informações já estão no mercado, inclusive disponíveis nos leilões para os touros ofertados pelos criadores participantes do projeto.

Também foram publicados 13 artigos científicos em periódicos internacionais descrevendo a estrutura e as funções do genoma das raças Hereford e Braford e parâmetros que associam do ponto de vista genético as variações no DNA com o desempenho dos animais, resistência a parasitas e outras características econômicas, bem como propondo formas de usar essas informações na prática para selecionar animais mais adaptados e produtivos dessas raças. “O sucesso obtido em sete anos de trabalho, nos permitiu expandir os estudos para o Angus e o Brangus também”, arremata Cardoso.

Por Equipe SNA/SP