Agendado para o período de 30 de agosto a 10 de setembro, o “Mega Encontro Internacional do Senepol – Do Pasto ao Prato” terá a participação de pecuaristas e profissionais do setor pecuário de vários países da América Latina. Representantes das Associações de Criadores da Argentina, Colômbia, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Venezuela já confirmaram presença no evento, que será realizado no Parque do Camaru, em Uberlândia/MG. O evento integra a programação da 54ª Exposição Agropecuária de Uberlândia – Camaru 2017.

O recinto terá um espaço exclusivo para os criadores da raça, o Mundo Senepol, onde estarão expostos mais de 250 animais de diversos criatórios do país e acontecerá uma série de eventos, tais como degustação de carne Senepol, projetos sociais, concurso de fotografia. O Mega Encontro é promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol).

Uma das grandes atrações do espaço será o “Túnel do Senepol: Caminho do pasto ao prato”. O público poderá conferir no local toda a história da raça no Brasil e no mundo e sua contribuição para produção de carne. O Túnel do Senepol será dividido em várias salas, onde serão apresentadas de forma didática e ilustrativa as etapas da cadeia produtiva, começando pela história do Senepol no mundo e pela seleção da raça no Brasil desde o ano 2000 e passando pelo funcionamento do PMGS, pelas biotecnologias de reprodução existentes no mercado, pela criação a pasto do Senepol, pelo processamento da carne pela indústria frigorífica até a chegada da carne à mesa do consumidor.

A programação do “Mega Encontro Internacional do Senepol – Do Pasto ao Prato” também abre espaço para a solidariedade. Eles também degustarão a carne de Senepol. No dia 30 de agosto, a partir das 14h, será realizado o Senepol Solidário – Concurso de Fotográfico APAE/Uberlândia. Os alunos da entidade irão fotografar os animais da raça e as melhores fotografias serão premiadas no dia 4 de setembro. Também no dia 4, a partir das 14h, acontecerá o Senepol Solidário – Olhar Senepol ADEVIUDI (Associação dos Deficientes Visuais de Uberlândia). Serão realizadas atividades de interação com animais, com foco na parte sensorial dos participantes.

Durante a exposição, os visitantes poderão conhecer as qualidades da carne Senepol, que é muito macia e saborosa. Haverá degustação nos dias 3, 4, 7, 8 e 9 de setembro.

As mulheres que selecionam a raça terão um evento especial para elas, com o lançamento do Núcleo Feminino do Senepol, no dia 4, a partir das 19h30, no Espaço Vila Franco. As criadoras irão definir as diretrizes de funcionamento do novo Núcleo, que nasce com a proposta de ampliar a representatividade das mulheres na pecuária nacional, particularmente na raça Senepol. Haverá ainda uma palestra com a coaching Andréia Magnino.

O Mega Encontro Internacional do Senepol ainda terá leilões, dia de campo, capacitação dos técnicos da ABCB Senepol. Nos dias 5 e 6, haverá o “I Seminário Técnico Internacional da Raça Senepol”, cujas inscrições continuam abertas e podem ser feitas pelo site da ABCB Senepol www.senepol.org.br.

O Brasil é considerado uma das maiores referências mundiais na seleção da raça e, durante o Seminário Internacional, especialistas brasileiros e norte-americanos apresentarão as tecnologias disponíveis para a pecuária bovina de corte. A raça é seleciona há 17 anos no Brasil. Sua ascensão na pecuária de corte brasileira está relacionada à sua grande capacidade de manter boa produtividade nos mais variados climas do país. “O Senepol não é mais considerada como um modismo. É realidade de uso, diria até que é uma forte tendência de uso para uma pecuária de ciclo curto, eficiente do pasto ao prato. Já fomos reconhecidos pelo mercado como uma raça que veio para ficar e que traz muitos benefícios para a pecuária nacional. Quando o produtor faz as contas logo percebe as vantagens econômicas da raça e que ela é imprescindível para os projetos exitosos de pecuária nacional.”, assegura o presidente da ABCB Senepol Pedro Crosara.

O evento está dividido em seis painéis: Cenário econômico e o papel da cadeia integrada; Programa de Certificação da Carne – Compartilhando experiências; Manejo/Sanidade; Programa de Melhoramento Genético do Senepol – PMGS, Provas Zootécnicas e Avaliação de Desempenho; Melhoramento Animal: Avaliação e seleção genética; Genômica Aplicada.

Sobre a ABCB Senepol

A ABCB Senepol é delegada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no Brasil para a execução do Serviço de Registro Genealógico da raça Senepol. Hoje, o Brasil é referência mundial em seleção da raça, que vem se consolidando na pecuária de corte nacional por ser precoce, dócil, rústica e ter bom rendimento de carcaça.

Informações adicionais: www.senepol.org.br

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O presidente do Grupo Publique e âncora do Fala Carlão!, Carlos Alberto da Silva, continua a acompanhar os principais eventos da 40ª Expointer, diretamente do Parque Assis Brasil, em Esteio (RS). Na noite da última terça-feira, Carlão prestigiou a 32ª edição do prêmio Destaques A Granja do Ano 2017, promovido pela revista A Granja.

Uma das premiações mais tradicionais e desejadas da agropecuária brasileira, ela define as pessoas, empresas, entidades ou instituições mais destacadas em 30 segmentos ligados direta ou indiretamente à agropecuária brasileira.

O jantar de premiação reuniu os premiados ou representantes de suas empresas, entidades ou instituições, assim como dezenas de convidados, entre eles autoridades empresariais, classistas e políticas, e os anfitriões da festa, Eduardo Hoffmann, diretor executivo d’A Granja, e Gustavo Hoffmann, diretor financeiro da revista.

Assista ao bate-papo de Carlão da Publique com Eduardo Hoffmann na página do Fala Carlão! 1037: https://www.facebook.com/falacarlao/

Vencedor pela 15ª vez, a Tortuga DSM foi representada pelo gerente da Região Sul Carlos Bonatto, que dividiu o prêmio com os 1.200 funcionários da empresa. Assista ao Fala Carlão 1034.

Vencedora na Categoria Tratores, a Massey Ferguson foi representada pelo Diretor de Vendas Rodrigo Junqueira, que ressaltou que a empresa ganhou todas as edições da premiação. Veja o Fala Carlão! 1035

Carlão da Publique conversou com Rui Rosa, Superintendente Executivo de Agronegócios do Bradesco, vencedor do prêmio pelo terceiro ano consecutivo. Veja a conversa no Fala Carlão 1036.

O presidente do Grupo Publique bateu um papo também com Pedro Bacco, Diretor de Marketing da Boehringer, ganhadora da categoria melhor empresa de Saúde Animal do Brasil. Assista ao Fala Carlão 1038.

Os eleitos foram definidos por meio de votação dos assinantes e leitores da revista, por meio de um cupom encartado na publicação e também via site ou newsletter A GranjaNews.

Toda a cobertura da Expointer feita pelo Fala Carlão! pode ser assistida pela página: https://www.facebook.com/falacarlao/

Fonte: Grupo Publique

O tradicional criador Antonio Renato Prata, conhecido como Pratinha, prestes a completar 88 anos, recepcionou cada um dos 530 convidados presentes no 20° Leilão da Fazenda 2 Irmãos, realizado dia 26 de agosto, na Fazenda 2 Irmãos, em Tarabai (SP).

Com lances presenciais e pela internet, o leilão deixou a pista limpa com liquidez total dos exemplares ofertados da raça Brahman (baio e vermelho), Nelore Mocho e Quarto de Milha.

Entre os exemplares Nelore Mocho, a média de preço dos 58 machos vendidos ficou em R$ 9.700 mil e das 9 fêmeas comercializadas em R$ 3.200 mil. Da raça Brahman foram vendidas 26 fêmeas por R$ 3.400, em média, e 49 machos pelo preço médio de R$ 9.000 mil cada.

O criador José Vieira dos Santos, da Fazenda JRJ Agropecuária, de Tremembé (SP), arrematou um lote de Brahman Vermelho pela internet. Pecuarista de cria, recria e engorda, ele conta que a raça é uma ótima opção para colocar na vacada F1 Angus. “Os resultados são fantásticos. Agora vamos colocar nas novilhas a genética Prata, que são animais muito bem recomendados pelo mercado”, declara José Vieira.

Como o leilão comemorava sua vigésima edição, o Pratinha fez ainda uma oferta especial de exemplares Quarto de Milha, selecionados especialmente para o trabalho no campo e na apartação do gado.  Destaque para égua “Matriz” que foi prenha e comercializada por R$ 13.200 mil.

O 20° Leilão da Fazenda 2 Irmãos foi organizado pela Leilopec e contou 43 compradores dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Grupo Publique

Por Cristina Simões Cortinhas – Supervisora de Inovação e Ciência Aplicada Ruminantes da DSM

Na pecuária leiteira, a criação de bezerras na propriedade é a chave para elevar o mérito genético e o potencial de produção de leite do rebanho. No entanto, criar boas bezerras não é uma tarefa tão fácil e os cuidados devem ser iniciados logo após o nascimento, com o fornecimento do colostro. Por uma questão fisiológica, durante o período de gestação a placenta da vaca não permite a transmissão de anticorpos da mãe para o feto. Assim, os bezerros são totalmente dependentes do consumo de colostro para adquirir imunidade até que seu organismo comece a produzir seus próprios anticorpos. Quando a colostragem é inadequada, a imunidade das bezerras torna-se frágil. Nesta fase, outros desafios como o constante contato com os mais diversos microrganismos presentes no ambiente, o estresse ambiental, como as altas temperaturas, a desmama e a vacinação, tornam as bezerras mais susceptíveis a ocorrencias de doenças, principalmente a diarréia, e o retardo do crescimento. Portanto, uma colostragem bem feita é fundamental para o bom desenvolvimento dos animais e está relacionado com sua produtividade em toda a vida.

Mas, o segredo de uma criação de bezerras bem sucedida não está somente basedo em melhorar a capacidade imunológica e em minimizar as fontes de estresses ambientais, entre outros, que eventualmente possam ocorrer. Não menos importante é assegurar o consumo de matéria seca e de nutrientes adequados que contribuem para o bom desenvolvimento ruminal. Na desmama, que é um período crítico para o desenvolvimento das bezerras, o rúmen deve estar desenvolvido a ponto de ser capaz de digerir alimentos sólidos e manter um ganho de peso satisfatório. Neste contexto, a busca por alternativas, como antibióticos, eubióticos e probióticos, para a prevenção da diarréia, melhor desenvolvimento ruminal e desempenho dos animais tem se intensificado.

Atualmente, a monensina é o antibiótico mais utilizado e estudado em nutrição animal. Em bezerras, a monensina tem sido estudada na prevenção da diarréia (principalmente por Eimeria), por seu mecanismo de seleção de microrganismos, e no desenvolvimento ruminal, por proporcionar aumento na produção de propionato, estimulador do desenvolvimento de papilas ruminais. Uma alternativa para o uso dos antibióticos são os óleos essenciais, também chamados de eubióticos por atuar na microflora gastrointestinal promovendo melhor equilíbrio e reduzindo a diarréia. Os probióticos, microrganismos vivos que podem conferir um benefício à saúde do hospedeiro, é outra alternativa ao uso de antibióticos utilizada para reduzir os problemas gastrointestinais das bezerras.

Recentemente, a DSM realizou um estudo na Universidade Federal de Viçosa, que foi apresentado na última reunião da American Dairy Science Association (Pittsburgh – EUA, entre os dias 25 a 28 de junho de 2017), para avaliar os efeitos do uso de óleos essenciais (Crina®Ruminants), monensina e probiótico (Cylactin – Enterococcus faecium) na saúde e crescimento de bezerros. Neste estudo, cinquenta bezerros holandeses (25 machos e 25 fêmeas), foram suplementados com os tratamentos (Controle – sem aditivo nutricional, monensina, Crina Ruminants® ou Cylactin) adicionados ao concentrado, que foi fornecido ad libitum, diariamente, desde o 6º dia de vida até o momento da desmama (60 dias de vida). O consumo de matéria seca e o escore fecal (escala de 1 a 4, onde 1 representa fezes com melhor consistência e 4 fezes com pior consistência) foram mensurados diariamente e os bezerros foram pesados a cada 15 dias. Dois ensaios de digestibilidade foram realizados por coleta total de fezes nos dias 20 e 28 (período 1) e 50 e 56 (período 2).

No período pré desmama, o consumo de concentrado (matéria seca) dos bezerros suplementados com Crina Ruminants®foi maior (104g a mais de consumo) que o dos animais suplementados com monensina (figura 1).

A utilização de Crina Ruminants® e de monensina no concentrado melhoraram a saúde intestinal reduzindo a diarreia, demonstrado pelo menor escore fecal em comparação aos outros tratamentos (figura 2).

Não houve diferença entre os tratamentos no ganho de peso diário dos bezerros no período pré desmama, no entanto, no período pós desmama (efeito residual dos tratamentos fornecidos durante a fase de aleitamento), os bezerros suplementados com Crina Ruminants® apresentaram maior ganho de peso (917,5 g/dia) em comparação com os animais do grupo controle (615,8 g/dia) e dos bezerros alimentados com probiótico (592 g/dia) (figura 3).

A eficiência alimentar pós desmama foi maior para os animais suplementados com Crina Ruminants® (0,72 g/g), em comparação com o lote controle (0,36 g/g), monensina (0,49 g/g) e probiótico (0,36 g/g) (figura 4).

Os maiores ganho de peso e eficiência alimentar pós desmame dos bezerros suplementados com Crina Ruminants® provavelmente resultaram de um melhor desenvolvimento ruminal dos bezerros na fase pré desmama. Estes resultados comprovam que o Crina pode ser utilizado como alternativa para melhorar a saúde intestinal dos bezerros e, mais além, para estimular o consumo de concentrado, melhorar o ganho de peso e eficiência alimentar pós desmama.

Os produtos Bovigold Prima e Bovigold Recria são dois pacotes técnológicos, formulados para bezerros na fase de aleitamento e do desaleitamento até a primeira reprodução, respectivamente, que somam os benefícios do Crina Ruminants®, de todas a vitaminas necessárias para estas fases em níveis ótimos (OVN – Optimal Vitamin Nutrition) e dos Minerais Tortuga, para melhor saúde e desempenho animal.

Referência

Salazar, L. F. L., Cortinhas, C. S., Acedo, T. S., Rotta, P. P., Fontes, M. M. S., Morais, V. C. L., Machado, A. F., Sguizzato, A. L., Marcondes, M. I., 2017. Effects of selected feed additives to improve growth and health of dairy calves. In: 2017 ADSA Annual Meeting, Pittsburgh, PA, p. 115, 2017.

 

por Breno de Lima, Analista de mercado da Scot Consultoria

A ureia é um subproduto do petróleo obtido através da síntese de amônia e gás carbônico em um processo industrial com temperatura e pressão controladas.

Por ter alta concentração de nitrogênio em sua composição, seu uso se concentra tanto na agricultura como na pecuária.

Na nutrição de ruminantes, seu papel é fornecer nitrogênio não-proteico na dieta, que após a ação de microrganismos ruminais é transformado em proteína microbiana, considerada uma proteína de alta qualidade.

Vale lembrar que em uma dieta de ruminantes, o nitrogênio pode ser disponibilizado tanto pelas proteínas verdadeiras, presentes em farelos e forragens, como pelos compostos nitrogenados não-proteicos, caso da ureia.

Diante disso, a ureia se apresenta como uma alternativa ao uso de farelos como fonte de proteína na dieta de ruminantes.

Apesar de historicamente o preço pago pela tonelada de ureia ser maior do que outras fontes de proteína comuns em dietas de ruminantes, como farelo de soja e farelo de algodão, quando convertemos os alimentos em quilo de proteína bruta, a ureia é mais viável economicamente.

Isso ocorre em função do alto teor de nitrogênio em sua composição, em torno de 42 a 47%, que equivale em média a 280% de Proteína Bruta por 100 gramas de ureia. O farelo de soja e o farelo de algodão têm em média 45% e 38% de Proteína Bruta, respectivamente.

Figura 1. Série histórica de preços médios dos alimentos proteicos, em R$/tonelada, em São Paulo, deflacionados pelo IGP-DI.


Fonte: Scot Consultoria

Figura 2. Série histórica de preços médios do quilo de proteína bruta (PB) dos alimentos proteicos, em São Paulo, em R$/kg de PB, deflacionados pelo IGP-DI.


Fonte: Scot Consultoria

Note que apesar de historicamente a cotação da tonelada da ureia ser em média 50,7% maior do que o farelo de soja e 62,4% maior do que o farelo de algodão, o preço pago por quilo de proteína bruta é 67,4% menor do que o farelo de soja e 63,9% menor do que o farelo de algodão.

É evidente a vantagem da utilização de ureia na alimentação dos rebanhos de corte e leite, e somada a essa viabilidade econômica positiva, o fato do uso ser simples e acessível a qualquer produtor, a torna uma opção a ser considerada.

As formas de utilização, para nutrição de bovinos, são várias e as mais comuns são a associação ao suplemento mineral, incorporação na composição de misturas múltiplas (rações), associação com cana-de-açúcar e associação com silagem.

Seu maior uso se concentra nos períodos secos do ano, pois a ureia corrige os níveis de proteína da forragem, que são reduzidos nestes períodos, aumentando seu consumo e aproveitamento, além de proporcionar ganho de peso aos bovinos.

Apesar de bem aceita e muito utilizada, por apresentar risco de intoxicação quando mal manejada, seu uso exige cuidados.

Quadros de intoxicação por ureia geralmente são ocasionados por consumo excessivo.

Neste caso, há um acúmulo de amônia no rúmen, que eleva o pH neste compartimento e dessa forma ocorre uma absorção maior do que a capacidade de processamento do fígado, resultando em acúmulo de amônia no sangue, podendo levar o animal ao óbito.

Outro fator que pode levar ao quadro de intoxicação são erros de formulações, de rações e suplementos, em relações a quantidade mínima de carboidratos necessária para gerar energia para os microrganismos utilizarem a amônia liberada no rúmen.

A forma como a ureia é fornecida e disposta aos animais também pode causar transtornos.

Regras de segurança devem ser obedecidas, como, adaptação com aumento gradativo de fornecimento; quando servida em quantidades maiores deve-se parcelar o seu fornecimento; evitar o acúmulo de água nos cochos; sempre misturá-la uniformemente aos alimentos, para obter uma ingestão regular; não fornecer para bovinos jovens, que ainda não tem o rúmen totalmente desenvolvido.

Outras diretrizes com relação às quantidades na dieta também devem ser seguidas, tais como, limitar entre 1 a 1,5% a ureia na matéria seca da dieta total dos bovinos; limitar em até 5% a ureia no concentrado quando fornecida separada do alimento; limitar entre 30 a 50% de nitrogênio da ureia em relação ao nitrogênio total da dieta.

Por se tratar de um produto higroscópico e solúvel em água, cuidados em seu armazenamento também dever ser tomados a fim de evitar perdas.

E para potencializar o uso também é necessário a adição de fontes de energia na dieta e de fontes de enxofre, para que as bactérias ruminais consigam sintetizar aminoácidos sulfurados.

A fonte de enxofre mais utilizada é o sulfato de amônio e recomenda-se uma relação de nove partes de ureia para cada parte de enxofre (10:1).

Conclusão

A ureia é uma fonte de proteína bruta que devido a sua viabilidade econômica pode substituir parcialmente outras fontes de proteína na dieta, tais como os farelos de algodão e de soja.

Desde que se tenha o cuidado com o seu armazenamento e se cumpra as exigências de segurança para seu uso na dieta, a ureia é uma boa opção para a nutrição de ruminantes.

Fontes:
Uréia na alimentação de ruminantes.
Autores: Clenderson Corradi de Mattos Gonçalves; Júlio César Teixeira; Flávio Moreno Salvador

Utilização da uréia na alimentação de ruminantes no semi-árido
Autores: Luiz Gustavo Ribeiro Pereira; Roberto Guimarães Júnior; Thierry Ribeiro Tomich

Uréia – ferramenta ou arma?
Autor: Marcelo Manella

A Associação Brasileira da Indústria de Suplementos Minerais (ASBRAM) comemora seus 20 anos nos dias 23 e 24 de novembro em Campinas (SP), com o 10° Simpósio ASBRAM. Com o tema “Pecuária do Futuro – Transformação Produtiva e Sustentabilidade. Onde estão as nossas oportunidades?”, as palestras do encontro vão atender aos atuais desafios da pecuária nacional e mundial.

Para falar de macroeconomia, o evento vai contar com o economista Ricardo Amorim, que é um dos debatedores do programa Manhattan Connection da Globo News, além de colunista da Rádio Eldorado e revista Isto É.

Já para comentar as oportunidades de negócio da proteína animal brasileira no mercado externo, a ASBRAM convidou o pesquisador e escritor norte-americano John Ikerd. Ele é um mestre em sustentabilidade e vai descrever como o Brasil pode contribuir com um planeta sadio explorando todas oportunidade que o mercado mundial oferece.

O Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, também está confirmado no encontro para falar sobre “Sustentabilidade, limites e princípios da humanidade”. Ele vai trazer números atualizados sobre as áreas de preservação que mostram que todos os biomas do Brasil estão preservados acima do mínimo exigido por lei.

A Associação Brasileira da Indústria de Suplementos Minerais congrega hoje 69 indústrias produtoras de suplementos para a pecuária. Durante estes 20 anos de história trabalhou para a modernização do setor, estimulando pesquisas cientificas que contribuíram para os índices atuais de produtividade. Hoje a ASBRAM assume um papel importante na rentabilidade dos pecuaristas, produzindo nutrição segura e eficiente.

Ficha Técnica:

10° Simpósio ASBRAM (Associação Brasileira da Indústria de Suplementos Minerais)
Data: 23 e 24 de novembro 2017
Local: Royal Palm Resort – Campinas (SP)
Inscrições: (11) 3061.9075/ 9077 ou www.asbram.org.br

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O presidente do Grupo Publique Carlos Alberto da Silva, o Carlão, foi agraciado com o troféu “Fronteiras da América”, concedido pela Biogénesis Bagó, uma das empresas líderes na América Latina na produção de soluções para a saúde animal.

Carlão recebeu a honraria das mãos do CEO global da companhia, Guillhermo Mattioli, durante o evento de encerramento do “Fronteiras da América” na casa da Biogénesis Bagó no Parque de Exposições Assis Brasil, nesta terça-feira (29), durante a Expointer 2017.

O movimento “Fronteiras da América” é uma iniciativa que se propõe a discutir com diversos elos da cadeia produtiva da pecuária de corte e leite como se alcançar melhores índices de produtividade, além de debater os desafios da atividade na América Latina e a importância em se buscar alcançar as chamadas “Fronteiras de Produção com Qualidade”.

Veja a placa:

E o troféu:

Fonte: Grupo Publique

Carne de gado japonês conquista paladar da alta gastronomia e oferece chances para o pecuarista driblar a crise. Evento também sedia a Exposição Nacional da raça

O ano de 2017 tem sido desafiador à pecuária brasileira. Margens de lucro mais estreitas desafiam a criatividade do pecuarista e premia aqueles mais ousados e criativos. Um bom exemplo é o criador Daniel Steinbruch. O jovem empreendedor rural descobriu em um gado japonês a fórmula para desenvolver um negócio próspero, mesmo em tempos de crise. A raça bovina em questão é o Wagyu.

É aquela mesmo que toma cerveja, tem massagem, come arroz e ouve música clássica no Japão. Mas, no Brasil, o manejo é diferente. Em vez de cerveja, arroz e os luxos, capim e ração da mais alta qualidade. Sua carne tornou-se uma iguaria em todo mundo, inclusive por aqui.

Um quilo de carne Wagyu no varejo pode chegar facilmente a R$ 300 nos melhores supermercados brasileiros, que, por sua vez, remuneram à altura  por uma matéria-prima com qualidade. Diferente dos outros bovinos, 60% da gordura corporal do animal é composta por ácidos graxos monoinsaturados, o bom colesterol (HDL).

A receita de sucesso desse negócio é justamente o que Steinbruch vai mostrar a quem participar do 4º Dia de Campo da Fazenda Angélica e 6º Leilão Kobe Premium, em Americana, no interior de São Paulo, dia 16 de setembro, às 8h.

Ele é um dos poucos pecuaristas do País a verticalizar a cadeia produtiva da carne bovina. Conceito sonhado por uma boa gama de produtores, o termo significa produzir pecuária do “pasto ao prato”.]

Para tanto, Steinbruch conclui até o final do ano a construção de um frigorífico, também em Americana, para fazer a desossa e o porcionamento correto da carcaça. Os cortes de Wagyu vão um pouco além daqueles dos açougues.

Desta forma, o jovem pecuarista toma para si as margens de lucro que ficariam com a indústria e o varejo, entretanto, assumindo o desafio da distribuição. No momento, isso não é problema para a Fazenda Angélica. A propriedade de Steinbruch fornece bois para o Programa Kobe Premium.

Diferente de outras dezenas de marcas de carne existentes, ela abate apenas animais puros. Se viu um quilo de carne de Wagyu a R$ 70,00, duvide, pois, o mais provável é que seja proveniente de um animal cruzado com Nelore ou qualquer outra raça.

A pureza racial das linhas Kobe Premium é certificada pela Associação Brasileira dos Criadores de Wagyu, responsável pelos registros do bovino nipônico no território nacional. O rebanho brasileiro é estimado em 3 mil animais vivos.

Com a genética reprodutora, o frigorífico e a distribuição sob controle, falta apenas escala de produção. Daniel Steinbruch abate uma média de 150 animais por ano, ainda pouco perto do objetivo.“Estamos fazendo fertilização in vitro para aumentar o volume, porém, o embrião feito hoje demora quatro anos para ser abatido”, explica o criador. A solução foi criar um programa de fomento do qual qualquer pecuarista interessado que atenda as exigências possa ingressar.

Nesta iniciativa, os parceiros já recebiam preços acima do teto do boi gordo antes mesmo da crise deflagrada no mercado de carne bovina pela Operação Carne Fraca e a delação premiada dos irmãos Batista. “O fornecedor recebe uma remuneração que não seria obtida da forma convencional”, garante Steinbruch.

Ele paga de 1,4 a 2,2 vezes a cotação da arroba do boi gordo por animal. O prêmio varia conforme o grau de marmorização da carne (a gordura formada entre as fibras). Um boi puro Wagyu para corte pode ser adquirido por um valor acima de R$ 7 mil.

Começando a criação

Steinbruch já cria Wagyu há 11 anos e sabe da importância de municiar os parceiros com bons animais. Por este motivo, durante o 4º Dia de Campo da Fazenda Angélica realizará o 6º Leilão Kobe Premium para ofertar matrizes tiradas da reserva genética da propriedade.“Em raças com pouca oferta de animais qualquer novilha é considerada doadora e todo garrote é comercializado como touro. Não é isso que buscamos para o Wagyu. Queremos o melhor para nosso cliente”, relata.

Segundo explica, ele chegou ao ponto de abrir mão de uma vaca em 2012 que viria a ser mãe de uma novilha campeã nacional da raça, também vendida em 2015, desfazendo-se da linhagem vencedora.

Em Americana, a Steinbruch oferta no 6º Leilão Kobe Premium 25 novilhas. Elas fazem parte das 15% melhores que ficam no plantel de seleção e seguem com assistência técnica total no Programa Kobe Premium para que os pecuaristas parceiros adequem-se às diretrizes de fornecimento, ao menor custo de produção possível.

Se o negócio é promissor? “A demanda por carne Wagyu é muito superior à oferta. Isso porque atuamos em um mercado que busca qualidade e procedência da carne e que muito produtor insiste não enxergar. Em restaurantes da capital paulista um prato do cardápio Wagyu pode custar até R$ 200”, responde o proprietário da Fazenda Angélica.

Com um produto cobiçado no Brasil, base genética formada, uso de tecnologia de ponta, parceiros fiéis ao programa e o entreposto de desossa, Steinbruch escreve um história de sucesso na pecuária brasileira.

O 4º Dia de Campo da Fazenda Angélica receberá ainda criadores de Norte a Sul do Brasil para a Exposição Nacional da Raça Wagyu. Esta é a segunda edição realizada dentro da Fazenda Angélica. São aguardados cerca de 50 animais. Os visitantes do evento também participarão de um farm tour pela região.

Mais informações: (11) 99950-4574

Serviço

4º Dia de Campo Fazenda Angélica e 6º Leilão Kobe Premium

Data: 16 de setembro, às 8h

Rodovia Anhanguera – KM 122

Americana/SP

Informações e inscrições: (11) 99950-4574

Cadastros e lances leilão: (11) 4245-4150

O Grupo Pitangueira, um dos maiores produtores de arroz do Rio Grande do Sul, recebeu na última segunda-feira (28), durante a 40ª Expointer, o Selo Ambiental da Lavoura de Arroz do Rio Grande do Sul.

O projeto do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) concedeu a distinção às três unidades produtoras do Grupo: Granja Chalé, de Itaqui; Granja Fundo Grande, de Itaqui e Granja Espinilho, de Maçambará.

O selo foi criado para premiar as propriedades rurais que estão adequadas à legislação ambiental e aos preceitos de tecnologias mais limpas. Teve início na safra agrícola 2008/2009. Entre os objetivos da distinção estão: promover a sustentabilidade ambiental do sistema de produção de arroz irrigado; desencadear o processo de certificação e rastreabilidade; garantir aos empreendimentos agrícolas reconhecimento quanto ao uso de práticas ambientais e sociais corretas na lavoura de arroz irrigado; melhorar a gestão da propriedade rural, reduzir custos agregados ao processo produtivo e contribuir para agregação de valor ao produto; e incentivar a produção de arroz dentro dos princípios da segurança do alimento.

Para o diretor do Grupo Pitangueira, Pedro Monteiro Lopes, a premiação reforça o compromisso da empresa com o alto padrão de qualidade na produção e beneficiamento do cereal.

Sobre o Grupo Pitangueira

Com instalações modernas e investimento permanente em melhoria contínua e inovação, a Pitangueira produz atualmente cerca de 50 mil toneladas de arroz por ano, confirmando sua posição como uma das maiores produtoras do Rio Grande do Sul e uma das principais unidades de beneficiamento e comercialização do arroz gaúcho.

O Arroz Pitangueira é produzido em lavouras próprias, com variedade adequada ao meio e ao mercado, abastecendo várias regiões do Brasil, sempre garantindo alto padrão de qualidade.

Grupo Pitangueira também é considerado a marca do Braford Brasileiro. É o segundo maior vendedor de touros taurinos do Brasil e o primeiro da raça Braford.

A Pitangueira direciona seu trabalho de seleção para produção de touros, além de produzir a Carne Pitangueira, que, no momento, é comercializada no Rio Grande do Sul. O criatório permaneceu por 10 vezes consecutivas como líder do Ranking da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford.

O grupo comercializa, anualmente, mais de 500 reprodutores e 600 ventres Braford em leilões no Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

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A Genética Aditiva realiza em parceria com a Agropecuária J. Machado, Fazenda São Judas e Nelore Arizona a quarta edição do Leilão Primavera.

O remate acontece no dia 24 de setembro, a partir das 13h30 (horário de Brasília), no Terra Nova Eventos, em Campo Grande (MS).

Serão ofertados 200 touros da raça Nelore, exemplares TOP 0,1% a 5% na ANCP e avaliados também no Sumário ABCZ e Geneplus. Entre eles, filhos de REM Vokolo, REM Armador e REM Torixoréu.

Além de animais individuais, o leilão ofertará lotes duplos e quádruplos.

Toda a transmissão será realizada ao vivo pelo Canal do Boi, AgroBrasilTV, Remate Web e pelo Facebook da Genética Aditiva.

Para esta edição novamente o frete será grátis para todo o Brasil dentro da malha rodoviária.

O 4º Leilão Primavera Genética Aditiva & Convidados conta com o patrocínio da Mub Brasil, Socil, Transema e Zoetis.

Informações e reservas: (67) 3321-5166.