Temos no Brasil, neste exato momento em andamento, algo genial. Chama-se sistema ILPF, quer dizer, integração lavoura, pecuária e floresta. Para que nossos ouvintes, não do campo, entendam, significa que na mesma área, na mesma fazenda vamos plantar grãos, soja, milho, vamos criar bois, e ainda vamos plantar árvores, tudo junto.

A Cocamar, cooperativa de destaque no país, está apoiando e inovando num projeto desses, na região de Presidente Prudente, no estado de São Paulo, ali a tradição é pecuária, solo arenoso, clima quente. E está dando certo, com cada vez mais produtores assimilando esse conhecimento. Planta soja na reforma das pastagens no verão.
Na colheita planta capim brachiaria. Então tem alimento para o gado no inverno, que fica frio e as pastagens minguam. Depois desse plantio que ainda protege o solo, planta árvores, eucaliptos, nos espaços intercalares. Isso faz com que haja sombra e boi adora sombra.

Dias 26 e 27 de agosto, em Presidente Prudente, com a presença dos ex-ministros Roberto Rodrigues, Alysson Paolineli, com o presidente da Embrapa Maurício Lopes e Luis Lourenço, presidente da Cocamar. Haverá o encontro técnico.

Carlos Viacava, um dos produtores exemplo da iniciativa, afirma: estou feliz com os resultados da integração lavoura, pecuária, floresta e ainda fazemos isso de forma sustentável, duradouro e com os pés no chão.

Esse, sim, genial. Se já temos no Brasil safra e segunda safra no mesmo ano, agora com grãos, carne, árvores, damos um salto inteligentíssimo no agronegócio brasileiro e com sustentabilidade.

Em Presidente Prudente, dias 26 a noite e dia 27, este é o bom Brasil que nós já temos. Precisa olhar.

Por José Luiz Tejon
Fonte: CCAS

O relaxamento de meta fiscal colocado pelo governo na mesa, na segunda quinzena de julho, jogou um banho de água fria nas expectativas de uma melhoria mais rápida de nossa economia. Agora, o ajuste fiscal pode até virar suco e cair como um tempero picante nos ingredientes que já estão no caldeirão da crise.

Aumento de desemprego, queda da renda das famílias e da massa salarial, câmbio elevado, inflação ascendente, custos mais altos, déficit de infraestrutura e perda de competitividade. No mundo o PIB deve crescer a 3,5% em média e aqui no Brasil as projeções indicam declínio de -1,7%. Estamos na contramão e essa parece que vai ser mesmo a escrita em 2015/2016.

Enquanto isso, o agronegócio continua como grande fiador da economia. Está no campo o fôlego para o pão nosso de cada dia e para um certo alívio compensatório nas contas nacionais. Mas e o produtor, como vai encarar e reagir frente a essa situação preocupante?  Como vai ser a próxima safra e a produção animal? Como caminhará o comportamento do campo?

Primeiro, o sinal mais óbvio: os custos de produção devem experimentar movimentos de elevação, por conta da inflação ou do câmbio inflado, por exemplo. Mas vamos lembrar, também, que em geral o efeito dólar é maior na renda do que nos custos e, com isso, a moeda norte-americana pode tornar-se uma espécie de âncora para salvar o ano e a safra.

Ou seja, o agronegócio sendo salvo pelo dólar, que compensaria o agricultor com alguma vantagem, pois deve impactar positivamente na comercialização da maioria dos produtos em que o Brasil é um grande player – como soja, milho, carnes e citros, entre outros.

O titubeante cenário de nossa economia também sinaliza para uma menor probabilidade de saltos na produção do campo, seja por aumento de área ou melhoria de estrutura, pois nesses momentos de incerteza o planejamento torna-se mais ressabiado e conservador. Se bem que estamos vindo de um período recente com crescimento de crédito para investimentos, cuja realização ainda deve estar em curso.

Cair a tecnologia em sentido absoluto é difícil, pois uma grande parte dos produtores está com sistemas de produção estruturados e sabe que sua competitividade depende disso. Mas esses produtores podem se tornar mais seletivos em suas escolhas de pacotes tecnológicos, decidindo com um olho no custo-benefício e outro no fluxo de caixa.

Enfim, o ano é para um foco especial de micro gerenciamento das propriedades e operações, à caça de desperdícios ou buscando racionalização de processos, aumento de eficiência e redução de gastos.  O caixa vira rei nos enfoques de gestão e sua saúde é um bem maior. Esqueça Brasília e concentre-se em plantar bem, cuidar bem dos planteis e fazer um resultado.

Pode até não ser aquele resultado sonhado, dadas as circunstâncias de nossa economia. Mas, como bem acentua o consultor econômico Ivan Wedekin, “lucro menor é lucro, continua sendo lucro”. E, cá pra nós, com uma taxa selic de juros a 13% ao ano, engendrada pela própria crise, isso pode até representar um residual para o bolso do produtor.

Por Coriolano Xavier
Fonte: CCAS

Senepol Canaã Day acontece no dia 2 de setembro, da sede do criatório, em Uberlândia, MG.

Comemorando os 15 anos da raça no Brasil, a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), promove dentro da Convenção Nacional da Raça, entre 31 de agosto e 7 de setembro, em Uberlândia, MG, um dia de campo na Fazenda Canaã.

O Senepol Canaã Day acontece na manhã do dia 2 de setembro e apresentará o trabalho de seleção dos anfitriões e palestras sobre manejo alimentar e sanitário, trato reprodutivo de bezerros e shopping de animais PO. “Queremos reunir os criadores e levar informações a pecuaristas interessados em ingressar na raça. A tarde é propícia para fazer novos amigos e bons negócios”, destaca o proprietário da Senepol Canaã, Ricardo Magnino.

A Convenção Nacional de Criadores de Senepol, dentro da Exposição Agropecuária de Uberlândia, MG, (Camaru). A programação de evento também prevê um jantar de confraternização, palestras técnicas e Leilão da Senepol Nova Vida. Para mais informações acesse o site oficial da associação: http://www.senepol.org.br/

Fonte: Portal DBO

A UPL Brasil, empresa global de soluções agroquímicas, inaugurou seu Centro de Inovação e Tecnologia para Desenvolvimento de Formulações e Embalagens, na cidade de Ituverava, no interior de São Paulo. Com investimento de 5 milhões de Reais, a nova unidade atenderá todo o mercado brasileiro e latino-americano e visa criar produtos inovadores para todas as linhas de fungicidas, herbicidas, inseticidas e nutrição da multinacional indiana. “Este projeto integra o plano estratégico de fortalecimento da nossa ação para o País e toda a América Latina”, afirmou o gerente Brazil P&D e Supply Chain da UPL, João Aleixo.

Mestres e Doutores com alta experiência na área atuarão no novo núcleo. Dividido em duas unidades principais (desenvolvimento de formulações e desenvolvimento de embalagens), o centro conta com laboratórios para elaboração de soluções sólidas, líquidas e unidade analítica, além do núcleo exclusivo para embalagens. “Nosso objetivo é entregarmos soluções inovadoras em Proteção e Nutrição para o agronegócio de forma sustentável para melhorar o mundo ao nosso redor”, comentou o gerente. Além do Brasil, a UPL conta com cinco laboratórios na Índia, um na Europa e outro nos Estados Unidos.

Há novos planos para ampliação do novo centro em 2016, com a aquisição de novos equipamentos; e em 2017, como a implantação de uma planta-piloto. “Nossa visão é estarmos entre as sete maiores empresas mundiais do setor agroquímico até 2017”, acrescentou Aleixo. Atualmente, o complexo de manufatura e tecnologia de Ituverava emprega cerca de 200 funcionários no período de safra. Já há projetos de parcerias com universidades e centros de ensino com vistas a incrementar o trabalho produzido na indústria, além de contribuir para o desenvolvimento da tecnologia e economia da região e a criação de novos empregos.

SOBRE A UPL

A UPL é uma empresa de atuação global, presente entre o grupo das 10 maiores empresas do ramo no mundo e engajada em pesquisa, manufatura, marketing, vendas e distribuição de agroquímicos e especialidades químicas em todo o mundo. Fundada em 1969, atualmente seu faturamento ultrapassa US$ 2 bilhões, com ações na Bolsa de Mumbai. Acesse www.uplbrasil.com.br.

Com 27 fábricas espalhadas por todo o mundo, a UPL está presente em países como Índia, Argentina, China, Colômbia, Espanha, França, Holanda, Itália, Reino Unido e Vietnã. No Brasil, a meta é atingir um faturamento de US$ 1 bilhão até 2018, reforçar a atuação em culturas onde ela já tem forte presença no mercado brasileiro, como soja e milho, e ampliar o seu atual portfólio para culturas nas quais a sua participação ainda é recente, como cana-de-açúcar, arroz, café, citros, algodão e hortifruti.

É o que afirma o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher

O intervalo entre o fim da colheita de verão em abril e o início da próxima safra, no caso a 2015/2016, a partir de 1º de julho, explica a queda de 2,7% do Produto Interno Bruno (PIB) da agropecuária no segundo trimestre deste ano ante o primeiro. A avaliação é do diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher.

“No segundo trimestre os dados sempre aparecem dessa forma, porque é o início da entressafra. Era de se esperar que fosse mais fraco. As indústrias de fertilizantes, defensivos, calcário, máquinas, costumam dar preferência a este período para fazer manutenções nas fábricas e conceder férias a funcionários”, declarou Daher. Além disso, para o executivo os dados no primeiro trimestre foram positivos porque ainda refletiam os resultados do fim de 2014. A alta de 1,8% no PIB do segundo trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014 também se deve, em boa medida, à valorização do dólar ante o real, que traz aos exportadores de grãos maior receita em real, segundo o diretor da Andef.

Olhando para frente, os últimos seis meses de ano deverão ser mais importantes para o setor agrícola, acompanhando o histórico do setor. “Se houve um crescimento (no 2º trimestre de 2015 ante igual período de 2014), é um bom prenúncio de que vamos fechar este ano um pouco melhores do que em 2014. O agronegócio brasileiro continua pagando a conta do PIB”, disse. Ele mencionou que, segundo analistas ouvidos pela associação, a expectativa é de que o PIB da agropecuária feche o ano em alta de 2% a 3,3%.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

A ABCZ realizou uma palestra sobre o PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) para 27 técnicos da central de inseminação Alta Genetics que atuam na região de Goiás. O treinamento ocorreu no dia 27 de agosto, no auditório Iron Gomes da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura. Os técnicos conheceram as principais funcionalidades do programa e as vantagens de seu uso na seleção de rebanhos zebuínos.A palestra foi ministrada pelo técnico da ABCZ Russel Rocha Paiva.

Começou em Uberlândia a Convenção Nacional do Senepol. Grupo Publique faz o lançamento oficial da Revista Senepol.

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Carlão com o senador Ronaldo Caiado, durante a abertura do Congresso Nacional da Raça Senepol, presidida pelo Gilmar Gilmar Goudard, em Uberlândia.

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O PLANO SAFRA DO GOVERNO QUER FAZER CRESCER OS PEQUENOS PRODUTORES NO BRASIL

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão

“A nova gestão no campo será totalmente dominada pelo reino das percepções” Luiz Tejon Megido, doutor em Ciências da Educação e diretor do Núcleo de Agronegócio da ESPMDivulgação

A intenção é essa, mas pergunto: cadê o dinheiro? No período de janeiro a maio, comparando 2015 com 2014, tivemos 41% a menos de captação de crédito no geral do país, e na soja 79%, ou seja, o dinheiro só está chegando agora nos bancos. Será que vai dar tempo para usar todo esse recurso?

O Plano Safra traz R$ 190 bilhões para o setor rural como um todo, e adiciona mais R$ 28,9 bilhões para a “batizada agricultura familiar”, como se fosse possível separar uma da outra, e como se todas não precisassem veementemente dos mesmos conceitos do agronegócio. As realidades, entretanto, falam por si. Apenas 11,4% dos produtores brasileiros, dentre os 4,4 milhões de estabelecimentos produtivos, representam 87% de todo o valor da produção brasileira.

Vejam então que 3,9 milhões propriedades rurais significam apenas 13% de tudo o que se produz e dentro disso não esquecer dos mais de 1 milhão de assentados dos projetos de reforma agrária, que deixam de ser sem terra, mas passam a ser “sem renda”. O Plano Safra, podemos dizer, como todo plano é bem intencionado principalmente por objetivar a expansão do cooperativismo, fator vital e fundamental para que os pequenos produtores possam pensar em ser bem sucedidos.

Entretanto, na safra passada esse setor utilizou menos do que R$ 20 bilhões dessa linha de crédito. Será que conseguirão, agora, chegar perto dos R$ 28 bilhões? Duvido, mas eu fico com a proposta do deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS), ele pede em seu projeto 2.478/11 que todo planejamento agropecuário no país, necessariamente, seja de médio e longo prazo. Está certíssimo. Nessa o deputado acertou. Plano Safra, só se for a longo prazo.

É incrível como muitas pessoas, e a mídia em geral, tratam como venenos…..os defensivos agrícolas. Será que os antibióticos, os medicamentos que tomamos quando necessário, seriam também venenos? Afinal o que é um veneno? Paracelsus (ou Aureolus Philippus Theophrastus Bombastus Von Hohenheim – que viveu entre 1493 e 1541), tido por muitos como o pai da toxicologia, lançou o conceito de que o veneno depende da dose. Ou seja, tudo é veneno e não é veneno, dependendo da dose. Assim qualquer elemento tóxico é seguro em baixas doses. O fato que este é o caso dos produtos farmacêuticos e pesticidas. Por exemplo, atualmente se discute a questão do sal na mesa dos restaurantes. Isso também em dose elevada é veneno, bem como açúcar em doses elevadas, porque pode matar. Mais ainda, algumas substâncias, embora tóxicas em altas doses, podem ser estimulantes em doses muito baixas. Isto se chama Hormese, mas este é um outro assunto.

Tem-se constatado níveis acima do desejado de alguns ingredientes ativos nos seres humanos. Será que alguém já pensou que esse aumento poderia está relacionado com a dengue? As pessoas passam os inseticidas no corpo, diretamente, porque não querem ser atacados pelos mosquitos. O pesticida, no caso, como é protetor, não é tido como veneno. É usado diretamente no corpo, nas crianças, nos adultos, e quem sabe até no cachorrinho, de uma forma exagerada.

Se o índice de câncer está aumentando em função do consumo hortaliças e frutas supostamente fora dos padrões, isto quer dizer que o nosso índice de consumo destes produtos está aumentando? A OMS recomenda consumirmos ao menos 400 g/dia ou mais ou menos 150 kg/ano/per capita, no entanto consumimos somente 40 a 42 kg de frutas e hortaliças, isso na região Sul/Sudeste, que dirá Norte/Nordeste, onde o consumo é muito baixo, 16 kg. Na Itália consome cerca de 160 kg, EUA 99 kg e Israel 73 kg. Um pesquisador do INCA (Instituto Nacional do Câncer) afirmou que o consumo de hortaliças e frutas de boa procedência é um método preventivo de combater o câncer.

É lamentável a total desinformação que existe e persiste. Desde o pequeno produtor até, e principalmente, o consumidor. Infelizmente os órgãos responsáveis pela divulgação, esclarecimento da população, não tem tido a responsabilidade de construir bons artigos, reportagens com qualidade jornalística séria. Normalmente as reportagens exploram os pontos negativos da produção de hortaliças e frutas. É bom lembrar que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas é crime. É bom lembrar ainda que quando usados na dose correta os defensivos agrícolas são inócuos ao ser humano. Lembra do Paracelsus?

A grande verdade, que encontra resistência sem sua divulgação, pois o pecado é mais interessante que a virtude, é que a produção de hortaliças no Brasil, a cada dia que passa, tem utilizado cada vez mais de boas práticas agrícolas, para produzir mais e melhor, com qualidade para atender a nossa população. Afinal, ainda precisamos consumir muito mais hortaliças do que consumimos atualmente.

Uagro

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou na última segunda-feira (24) o desenvolvimento uma plataforma on-line de dados que utiliza imagens de satélite para fornecer percepções sobre o uso mais eficiente e produtivo das águas agrícolas.

De acordo com a FAO,  ferramenta ajudará países que sofrem com a escassez desse recurso no Oriente Médio e norte da África a gerenciar melhor suas reservas. O objetivo do novo site, que será lançado em outubro, é coletar e analisar informações via satélite para melhorar a produtividade da terra e água e impulsionar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

“Em países nas regiões com escassez de água, relatórios sobre a produtividade da água são inexistentes e estes dados serão fundamentais para a criação de sistemas de agricultura sustentáveis em áreas com recursos escassos”, disse o coordenador de projeto e responsável técnico da divisão de Terra e Água da FAO, Jippe Hoogeveen. Atualmente a agricultura usa 70% da captação de água doce no mundo. Em vários países em desenvolvimento a retirada chega a 95%.

Todas as informações estarão disponíveis para os países e os usuários que precisam delas. O projeto de quatro anos está sendo financiado pelo governo da Holanda e implementado pela FAO em colaboração com Instituto de Educação para as Águas (UNESCO-IHE) e outros parceiros.

* Com informações da ONU/FAO – BR